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Brasil, Europa, Ásia e Estados Unidos, mercados diferentes, mas com algo em comum: futuro do broadcast ainda incerto

Representantes dos principais mercados de televisão mundial debateram sob várias perspectivas o futuro do broadcast, inclusive o padrão 8K

Apesar de mercados diferentes, Américas, Europa e Ásia têm em comum a indefinição do que virá a ser o sistema broadcast no futuro

A Hot Session “Broadcasters: os desafios do futuro”, moderada por Fernando Bittencourt (SET/ FB Assessoria e Consultoria) debateu com Yasuto Hamada (NHK), Roland Beutler (EBU) e Hugo Gaggione (Sony) temas que estão impactando o sistema aberto de televisão em todo mundo.

Os representes dos mercados europeu, asiáticos e norte americano estão enfrentando, de forma diferente é claro, o momento transitório pelo qual passa a indústria televisiva em todo mundo. Momento não apenas tecnológico, mas também transitório no consumo e comercialização (modelo de negócio) das emissoras de televisão. “É muito difícil falar sobre o que vai vir, e mesmo que falemos, não é tudo, pois outros aspectos, além da engenharia é que estão definindo o futuro. O tempo é fundamental e sozinhos não conseguimos fazer, depende dos negócios e das pessoas”, afirmou Bittencourt na abertura da sessão.

Logo após, Yasuto Hamada (NHK) apresentou o estado da arte do sistema 8K em desenvolvimento nos laboratórios da emissora japonesa e o cronograma para a primeira transmissão via satélite em 8K, já para 2016. Este tema tomou grande parte do tempo do debate conduzido por Bittencourt. Muitas perguntas foram direcionadas a Hamada a respeito dos testes, custos de equipamentos e implantação, oportunidade de novos negócios e novas formas de consumo da programação televisiva. Questões que impactam fortemente a vida das pessoas em casa e das pessoas que fazem e, vão fazer, a televisão do futuro.

Contudo, não é apenas este novo padrão de TV que vem desafiando a televisão que nós conhecemos hoje. Bittencourt também convidou os participantes a discutirem questões como a utilização do vídeo sobre IP, a questão da luta pelo espectro, tanto aqui no Brasil como nos EUA e na Europa, segunda tela e TV Híbrida, dentre outros.

O que pode se perceber ao final da sessão, é que mesmo com características diferentes, os mercados mundiais de televisão estão enfrentando situações que ainda deixam o futuro do broadcast incerto e forçam que cada caso seja analisado dentro de inúmeras variáveis. O gap entre a adoção de uma tecnologia está cada vez menor e as consequências das inovações estão cada vez mais perceptíveis. O momento é de transição e adaptação.

O Congresso terá 44 sessões e 220 palestrantes distribuídos em 4 auditórios simultâneos, em um fórum que congrega um grupo seleto de mais de 1.600 profissionais que discutem as questões mais relevantes do setor intensamente durante um período de 4 dias.

O evento reúne de 24 a 27 de agosto de 2014 no Pavilhão Azul do Centro de Convenções e Exposições Expo Center Norte em São Paulo, especialistas do Brasil, Estados Unidos, Japão, Europa e América Latina, que discutem os principais aspectos da produção, transmissão e distribuição em TV, além de temas relacionados a vídeo, cinema, rádio e internet. Entre os temas destacados está o switch-off TV, as interações entre TV e Internet, os desenvolvimentos tecnológicos da Copa do Mundo e muitíssimos outros temas de atualidade da indústria.

* Por Francisco Machado Filho, UNESP

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