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Transmissão híbrida

SET Sudeste 2014Prosseguindo com a temática da tendência de integração entre a TV tradicional e novas mídias, Aguinaldo Boquimpani tomou a palavra para dar as perspectivas de um especialista no assunto. Com ampla história profissional no mundo do TI para broadcast, o palestrante usou o tempo de seu painel para falar de IBB (Integração Broadcast-Broadband), ou seja, como integrar conteúdo de TV Linear, On-Demand e Segunda Tela.

Boquimpani começou trazendo as já conhecidas estatísticas de uso da internet sobre a televisão, só que desta vez focado no crescimento da audiência com o advento dos dispositivos móveis. “Os Smart Devices demoliram as barreiras entre a população e novas tecnologias. Usar o computador por definição era algo complicado. Com os novos dispositivos, não existe mais esta complicação”, explicou.

Em seguida Boquimpani partiu para o grande destaque de sua palestra: a evolução do padrão IBB. “Tratam-se de sistemas de distribuição de conteúdo que use tanto a radiodifusão, como a banda larga. Estamos trabalhando junto com o ITU e já temos quatro recomendações para o estabelecimento do padrão de trabalho”, contou.

Apesar do clima futurista, foi apresentado dois exemplos que mostram que IBB não é algo que esteja somente no papel. O primeiro trata-se do case realizado pela Emissora Japonesa NHK que usa uma aplicação batizada de HybridCast. “Trata-se de um sistema baseado em aplicações HTML 5 que permite uma série de serviços e interatividades com a programação, mesmo ao vivo, por meio de um tablet”, explicou Boquimpani.

O HybridCast já está funcional no Japão e permite que um espectador que tenha uma TV e um Tablet conectados na mesma rede Wifi possa interagir totalmente com o conteúdo. Isto é, conteúdo enriquecido, interatividade, solicitação de conteúdo on-demand e qualquer outro tipo de aprimoramento disponibilizado. 

Neste modelo, o broadaster pode atuar tanto como broadcast e provedor de serviço, como pode ter um parceiro para enriquecer o conteúdo dele para a aplicação HybridCast. “Vendo tudo isso, parece aquele tipo de coisa de Japonês, que vai demorar décadas para chegar no Brasil… bom não é verdade”, continuou Boquimpani conforme apresentou o Ginga IBB.

O Ginga IBB é uma versão do Middleware brasileiro com uma camada extra de aplicações. Funciona de forma mais leve do que o HTML 5 e já está completamente funcional. “A TV e a banda larga hoje já estão unidas. O que falta é entendermos estas tecnologias e como tirar proveito delas”, concluiu.