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Transição de ambientes de Pós-Produção para UHD/4K

SET Sudeste 2015

A tarde do primeiro dia do SET Sudeste 2015 começou com um workshop sobre a “Transição de Ambientes de Pós-Produção para UHD/4K e outros representativos tópicos”, ministrado por Guilherme Silva (CIS Group), que esteve acompanhado por Fredy Litowsky (Avid), Imanol Zubizarreta (Avid), e Rafael Defaveri (CIS Brasil).

O workshop começou com Silva falando do UHD/4K, High Dinamic Range (HDR), e High Frame Rate (HFR), que “tem mais impacto que o 4K na indústria” porque sem essas tecnologias “o 4K não é tão importante tecnologicamente”. Falando de HDR, o executivo da CIS Group explicou os principais diferenciais do HDR e como seu range P/B é tão relevante na hora da captação. “Quando vemos a escala de cinza em um sistema HDR, o range é muito maior”.

Para Silva a demanda 4K passa pelo broadcast para esportes como a Copa 2014, olimpíadas, SuperBowl 2015, produção de drama – novelas. Para Hollywood que trabalha com Cinema Digital, e em alguns outros segmentos do mercado. “À medida que aumente a produção de conteúdo em 4K aumentará a necessidade de Master High Res (Arquivo Digital), e o Disaster Recovery que assegura a continuidade da produção HR”.

A seguir, Silva avançou para a pós-produção em 4K e disse que a “maioria dos codecs UHD/4k exige múltiplas conexões 1 Gps, e “para editar em 4K é necessário que a edição nativa em 4K tenha mega investimentos em cima da capacidade de armazenamento de alta capacidade e performance e aumento exponencial de largura de banda, além de um número limitado de clientes conectados”.

Para evitar isso, disse Silva, é necessário trabalhar com workflow em “proxy HD” que possibilitam, entre outras coisas, reduzir a capacidade de armazenamento de vídeo e áudio e porque se pode “trabalhar com arquivamento compartilhado”, o que pode, entre outras coisas, “requerer de menos banda”, finalizou.

SET Sudeste 2015

Fredy Litwosky (Avid)

Fredy Litwosky (Avid), a seguir, se apresentou no Rio de Janeiro na sua nova posição como responsável pela multinacional no Brasil, e como a empresa se apresenta no país com a sua chegada ao cargo para “estar mais perto do cliente e colocar-se à disposição dos participantes para “ajudar a conhecer a marca”, sobretudo agora que a empresa entrou no indústria de “gráficos com a aquisição de ORAD” concretizada no inicio do segundo semestre de 2015.

O workshop continuou com a apresentação de Imanol Zubizarreta, especialista da Avid que falou sobre a “metodologia de edição em 4K/8K usando Avid Media Composer 8.4”, e mudou a tarde, deixou de ser uma conversa conceitual com os participantes e passou a ser uma aula didática sobre o produto e quais as suas mais importantes funcionalidades na hora de utilizá-lo, e ainda sobre como este “pode ser utilizado quando se realiza a edição de materiais em 4K”.

Silva afirmou que se bem os equipamentos e soluções avançam, o “legado existe e, por isso, elas têm de permitir que se pense no futuro, mas também possa ser utilizada nos acervos anteriores”.SET Sudeste 2015

Há uma trajetória de evolução tecnológica, disse Silva, porque “não haverá uma única tecnologia, agora trabalhamos para diferentes tecnologias. Antes havia uma espécie de ditadura do broadcast, agora queremos assistir a conteúdos em diferentes veículos de distribuição,” e para isso precisamos diferentes tecnologias, finalizou.

O SET Sudeste 2015, Seminário de Tecnologia de Broadcast e Novas Mídias Gerenciamento, Produção, Transmissão e Distribuição de Conteúdo Eletrônico Multimídia, se realiza no Auditório da Bolsa do Rio – Centro de Convenções Bolsa do Rio, na Praça XV de Novembro 20, Rio de Janeiro de 24 a 26 de novembro de 2015.

 

Veja a programação completa do SET Sudeste em:

http://www.set.org.br/eventos_regionais_sudeste.asp?ano=2015

Por Fernando Moura, no Rio de Janeiro