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Metodologias para proteção de conteúdo digital

SET Centro-Oeste 2015As palestras da tarde começaram com Guilherme Ramalho da Silva (CIS) com o tema “Content is King – Metodologias para proteção de conteúdo digital e continuidade operacional em ambientes de produção”.

Ele trabalhou conceitos e definições de workflow operacional pensando na “continuidade operacional em ambientes de produção”, por isso disse que para chegar à virtualização e à nuvem é necessário pensar em infraestruturas que suportem essas mudanças.

Ramalho disse que “os atuais processos de proteção de mídia digital não garantem a continuidade de negócios em caso de o ambiente de produção ser afetado por acidente, desastre natural ou mesmo perturbação civil. O volume de conteúdo produzido atualmente e as múltiplas formas de distribuição exigem métodos mais sofisticados de proteção e recuperação de desastres que garantam a continuidade operacional do ambiente de produção”.

Para ele, a proteção de conteúdo é fundamental e, por isso, é necessário pensar em que mídia utilizar. Ver o tempo de acesso, segurança, longevidade, custo. Definir codecs e formatos com as implicações no armazenamento e se este é online, nearline e deep archive com proteção  de mídia x proteção de projetos e metadados.

Ainda analisou as 3 fases de um projeto DR (Disaster Recovery) que tem a ver com proteção do conteúdo; a capacidade, velocidade, sincronismo de sites; e a continuidade de produção. “Assim, precisamos pensar em tempo de acesso em contraposição ao custo. Se eu não tenho infraestrutura de transporte, e não consigo sincronizar os projetos que me permitam continuar no mesmo ponto, o projeto é inviável”

Ramalho explicou um case real em Brasília. “Estamos, neste momento, implementado um projeto no Centro de Produção da Globo no Rio de Janeiro que está pensado para prevenir possíveis desastres”.

Este case é para um centro de produção de drama em “long format” que trabalha com 6 ou 7 produções simultâneas, com uma duração média de produção de 30 dias a 6 meses, que tem um grande número de profissionais envolvidos. O sistema, disse Ramalho, pode ter um site de proteção a cerca de 35 Km de distância e um site principal com múltiplos sistemas Avid / Glookast, funcionando de forma Nearline : 192 TB + 1.1 PB – I/F LTO, ODA e/ou  S3

Ele disse que para produzir uma telenovela, que tem milhões de takes de gravação, é “necessário controlar o quê existe e onde existe. Guardar e cuidar é importante, mas temos de saber como o fazemos. No case da TV Globo tentamos garantir até 60 dias de produção. Proteção de conteúdo é vital, mas isso não gera rendimentos até que o desastre acontece”.

SET CENTRO-OESTE 2015, Seminário de Tecnologia de Broadcast e Novas Mídias Gerenciamento, Produção, Transmissão e Distribuição de Conteúdo Eletrônico Multimídia, terá importantes palestras, com destaque para o desligamento da TV Analógica, migração das AMs para a faixa FM, 4K, infraestruturas IP e interiorização da TV Digital, serviços satelitais, normas e regulações, entre outros. O encontro se realiza nos dias 6 e 7 de Outubro de 2015 em Brasília, Distrito Federal.

O seminário acontece das 9h às 17h no Centro de Convenções Brasil 21 – SHS Quadra 6, Bloco D – Asa Sul 70316-000  Brasília – DF – Brasil, e é realizado pela SET (Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão) com parceria institucional da ABERT e da EBC.

Confira a programação completa em:
http://www.set.org.br/eventos_regionais_centrooeste.asp?ano=2015

Por Fernando Moura, em Brasília

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