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Como montar uma infraestrutura IP

SET Sudeste 2014Iniciando o segundo dia de palestras do SET Regional Sudeste, Fredy Litowsky da Harmonic trouxe uma rica apresentação sobre a transformação da infraestrutura das emissoras para operar no mundo TI. “Não estou aqui para apresentar uma forma de reinventar a roda, mas sim entender como trabalhar com estas novas ferramentas que vêm chegando ao nosso mercado”, começou.

Como têm sido bastante evidente, até por conta do crescimento exponencial dos formatos de vídeo, a migração das infraestruturas das emissoras para IP é uma tendência cada vez mais real. De acordo com o palestrante, nos Estados Unidos, 44% das emissoras já têm estas estruturas instaladas. “Acredita-se que as conectividades baseadas em SDI devem durar no máximo mais três anos, então não estamos aqui falando de ficção científica”, explicou.

Em uma infraestrutura IP, há uma troca de paradigma de como a emissora funciona. Ao invés de ter equipamentos Hardware dedicados para cada uma das funções básicas do broadcast (ingest, playout, etc), se monta uma estrutura de servidores com grande capacidade de processamento e cada uma das funções roda por meio de Softwares dentro dos mesmos hardwares.

Este tipo de operação traz uma série de vantagens para o fluxo de trabalho. “Na estrutura TI, o custo total é bastante melhorado; a mesma infraestrutura pode atender múltiplos serviços; O esaclonamento não depende de um aprimoramento disruptivo; Temos uniformidade em hardware e gerenciamento; Permite evoluir toda a capacidade com uma simples troca de Blade, e muitas outras”, explicou Litowsky.

Apesar destas vantagens, é preciso passar por uma série de alterações na forma como o negócio funciona para contar com estas estruturas. A principal mudança, por obviedade, é a maior dependência dos profissionais de TI. Outra mudança é o surgimento de um novo sistema e a adaptação financeira a um modelo de negócios que funciona com investimentos e margens diferentes (não significam piores).