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Transformações digitais e o impacto das tecnologias disruptivas

SET Sudeste 2017

por Gabriel Cortez e Fernando Moura

Fábio Tsuzuki, presidente da Media Portal, abordou a inteligência artificial e o uso de infraestruturas híbridas em sua palestra. O executivo introduziu o conceito de deep learning, uma técnica de processamento de imagens e dados a partir da Inteligência Artificial

O surgimento de tecnologias disruptivas – como a inteligência artificial, a realidade virtual, a realidade aumentada, a computação cognitiva e a computação na nuvem – está causando revoluções drásticas no mercado e no comportamento das pessoas, na opinião de Flávio Mena Barreto, diretor de tecnologia e operações do Esporte Interativo, que moderou o painel “Transformações digitais e o impacto das tecnologias disruptivas” na tarde do segundo dia do SET Sudeste 2017.

Fábio Tsuzuki, presidente da Media Portal, abordou a inteligência artificial e o uso de infraestruturas híbridas em sua palestra. O executivo introduziu o conceito de deep learning, uma técnica de processamento de imagens e dados a partir de redes neurais. “É um desenvolvimento recente. Em 2010, um pessoa teve um insight e jogou imagens em uma rede neural, percebendo que essa rede categorizava as imagens. É possível, por exemplo, separar imagens de gatos de imagens de cachorros”, explicou.

Tsuzuki lembrou ainda que redes deep learning têm sido utilizadas em processamento de linguagem natural (síntese e reconhecimento de fala); reconhecimento de face; classificação de objetos; detecção de objetos e direção de carros. Na área de broadcast, podem auxiliar na integração de acervos, com sistemas de decupagem automáticos; podem, ainda, transformar vídeos SD em HD, colorir imagens em preto e branco, sugerir matérias de acervo para jornalistas, organizar automaticamente acervos e aplicar filtros nas imagens.

Cassiano Froes, gerente de Tecnologia de Plataformas Digitais da Globosat, apresentou o trabalho realizado pelos canais SporTV na Olimpíada 2016, no Rio de Janeiro, com o aplicativo SporTV Rio 2016. “Esse foi um projeto que demandou bastante trabalho e planejamos com uma antecedência grande. A Globosat vem ampliando cada vez mais a sua presença nas plataformas digitais. Dois anos antes já tínhamos conversas com o COI e sempre pensando nas novas plataformas. Foram 100% dos eventos ao vivo, em 16 canais abertos na televisão, além de 40 sinais na internet brutos produzidos pelo Comitê Olímpico. Esses sinais não cabiam no Globosat Play e precisamos de outras plataformas utilizando o conceito freemium e a TV Everywhere. O volume de dados que chegava do COI era absurdo e não conseguíamos processar isso no primeiro dia. Acabamos criando, às pressas, uma ferramenta para destacar dados que não seriam úteis, evitando assim de gerar filas no tráfego de sinais”, explicou.