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Software deve prevalecer ao hardware no mercado broadcast em IP

Para não dizer que as discussões no SET Centro-Oeste 2016 se voltaram apenas à questão do apagão analógico e ao sinal de TV Digital no Brasil, mostramos a seguir algumas das tendências tecnológicas indicadas por representantes de empresas parceiras da SET nos seminários do evento. Em um ambiente broadcast cada vez mais integrado, automatizado e voltado às soluções IP, à cloud e ao consumo de vídeos

Ricardo Calderon (Eutelsat) afirmou que uma solução para a digitalização é a distribuição via satéliteI

em múltiplas telas, Sidnei Brito, diretor comercial da SDB Multimídia (revendedora da Harmonic no Brasil), na palestra “iMCR: a evolução da sala de controle mestre”, afirmou, na tarde de terça-feira (22), que a próxima evolução do controle mestre nas emissoras é avançar a uma solução totalmente automatizada, em plataformas de software, e não mais de hardware.“
O que me faz ter certeza de que isso vai acontecer é o uso cada vez mais difundido das tecnologias IP, que estão cada dia mais padronizadas com resoluções como a SMPTE 2022-6 e a 2110. Algumas emissoras já se preparam, efetivamente, para uma infraestrutura de vídeo over IP. A tendência com a norma IS-04, que está sendo escrita, é produzir equipamentos híbridos que já possam migrar do SDI ao IP. O IP vai acontecer! O reflexo disso para o controle mestre é, também, projetar um caminho de transição ao IP, com soluções de máster que trabalhem com softwares, reduzindo o CAPEX, aumentando a produtividade operacional e reduzindo o OPEX. Além disso, é possível reduzir problemas de suporte, com opção de monito-ramento e ajustes remotos”, frisou o palestrante.

Sidnei Brito afirmou que a próxima evolução do controle mestre nas emissoras é avançar a uma solução totalmente automatizada, em plataformas de software, e não mais de hardware

Brito apresentou, então, a solução channel-in-a-box da Harmonic, que, em sua avaliação, é o principal componente de um iMCR. A solução integra servidor, gravador e exibidor, além de lista e o próprio controle mestre automatizado. “Nós também temos uma solução de channel-in-a-box remoto, um equipamento que trabalha com central-cast e possibilita inserir conteúdos regionais remotamente”. A Harmonic, porém, explicou o diretor da SDB Multimídia, entende que a linha de produtos em hardware ainda é importante, por conta da desigualdade técnica que existe entre as emissoras. “Temos desde soluções dispositivos em hardware, como o Electra e o Spectrum, até soluções completamente virtualizadas”, concluiu.
Quem também indica uma tendência ao predomínio de soluções de software no mercado broadcast é a AVID. Fredy Litowsky (Avid Brasil), na palestra “Tecnologias e novas plataformas para produção de áudio e vídeo”, lembrou que a companhia trabalha para desenvolver uma plataforma unificada e está certificando parceiros que queiram gerar API em comum com a solução da empresa. “A Avid sempre foi conhecida como uma empresa muito proprietária, muito dedicada, mas, percebendo as tendências de mercado, resolvemos mudar e criar uma plataforma única, que permita serviços como produção de áudio e vídeo, soluções de market place (lojas virtuais de aplicativos) etc. Uma plataforma que terceiros podem utilizar para disponibilizar serviços. O nosso objetivo é ter uma única infraestrutura que permita serviços e licenças necessárias a uma produção, não interessando onde você esteja”, explicou.
O palestrante contou, ainda, que é uma arquitetura com vários serviços conectados a um mesmo barramento. “A ideia é ter um workflow habilitador de eventos que nada mais é do que um barramento comum a todos. Somente uma estrutura muita aberta pode permitir isso, uma solução que consiga integrar soluções de terceiros a sua plataforma.
Assim, conseguimos atender as necessidades dos clientes conforme as suas demandas.”

Eduardo Bicudo (SET/Systec/EBcom) apresentou metodologias de testes para avaliação da recepção do sinal de TV Digital ISDB-T