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SET Sudeste 2017 discute aceleração da revolução digital e pós-switch-off

Empoderamento dos consumidores e desmaterialização da produção são apontados como tendências na indústria audiovisual. Os conceitos foram trabalhados por broadcasters, engenheiros e pesquisadores do setor em encontro realizado pela SET no Rio de Janeiro em outubro. O desligamento do sinal analógico de TV no Brasil também recebeu destaque em um regional que se firma como o segundo maior evento da entidade no país

por Gabriel Cortez e Fernando Moura

 

“Vivemos um ciclo de revolução cada vez mais rápido e o ano de 2017 está sendo considerado, no mundo, um momento de aceleração da revolução digital. No IBC, essa foi uma unanimidade”, afirmou a presidente da SET Liliana Nakonechnyj, na abertura do SET Sudeste

“O ano de 2017 está sendo considerado, no mundo, um momento de aceleração da revolução digital.” Foi com estas palavras que a presidente da SET, Liliana Nakonechnyj, iniciou a cerimônia de abertura do SET Sudeste 2017, realizado no Rio de Janeiro (RJ). O broadcast, na opinião de Liliana, continua e vai continuar com a sua força, por ser um elemento de integração nacional, porém, os radiodifusores devem considerar também o momento de convergência vivido pela indústria.

“As novas tecnologias proporcionam novos modelos de negócios e serv-ços, com novas demandas e novos hábitos dos consumidores. Vivemos um ciclo de revolução cada vez mais rápido e o ano de 2017 está sendo considerado, no mundo, um momento de aceleração da revolução digital. No IBC, essa foi uma unanimidade. A evolução está muito rápida. São novos serviços de vídeo que surgem como o Netflix e o Watch (o serviço de vídeo do Facebook, que já oferece programação) e os grandes líderes do mercado já apontam a essa disrupção como um processo natural. Não podemos nos esconder e fugir dela. A SET está aqui para ajudar com todas essas transformações”, ressaltou Liliana.

As principais tendências observadas pela executiva são o empoderamento dos consumidores e a desmaterialização da produção, do processamento e da distribuição de áudio e vídeo, conceitos trazidos sobretudo do IBC 2017 – realizado em setembro, na Holanda, em Amsterdã – e apresentados aos broadcasters no SET Sudeste. A mudança para o IP e o padrão SMPTE 2110 são fundamentais neste cenário, de acordo com a presidente da SET, mas a qualidade do conteúdo ainda é essencial, assim como trabalhar com a inteligência artificial.

“A TV aberta e a TV por assinatura
fazem o jovem se sentir importante
na Web”, considerou Cristóvam
Nascimento

“As principais empresas de mídia estão indo para IP e o padrão SMP-TE 2110 será publicado integralmente no final deste ano, mas, o conteúdo ainda é fundamental. Bons roteiros, UHD para TVs, streaming perfeito, trabalhar com os dados e a smart data também será imprescindível, entendendo o que o usuário quer. A inteligência artificial é o que fará isso acontecer. Já há quem diga que, nos próximos quarenta anos, as máquinas terão superado o homem no que diz respeito à inteligência. Todos esses fatores contribuem para o empoderamento do consumidor. A experiência é tudo! Essas são as tendências mais novas com as quais o mercado tem trabalhado e é o que será discutido neste evento primorosamente organizado pelo Cristóvam [Nascimento] e pelo Paulo Canno”, destacou Liliana, oficializando o início do seminário.

O diretor da Regional Sudeste da SET, Paulo Canno, ressaltou que o desligamento do sinal analógico no Rio de Janeiro e no Espírito Santo seriam emblemáticos: “Muitos dos canais que serão desligados estão no ar desde o início da televisão no Brasil”, exclamou Canno, em suas palavras de boas-vindas ao público.

Nas próximas páginas, a Revista da SET oferece aos leitores um resumo do que foi apresentado nos onze painéis do evento realizados no auditório do Centro de Convenções da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro.