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Satélite da Eutelsat começou a operar no Brasil e América Latina

Reportagem Especial

O mercado satelital continua a crescer no Brasil e nas Américas, por este motivo a empresa francesa montou um teleporto para realizar o monitoramento de sinais e dar atendimento em português aos seus clientes

por Fernando Moura, em Santana de Parnaíba

O lançamento do EUTELSAT 65 WEST A mostra a importância do mercado nacional e como o tráfico de sinais aumenta na América do Sul. A Revista da SET esteve em Santana de Parnaíba, interior de São Paulo, no teleporto onde a empresa opera no país para explicar o funcionamento do novo equipamento.
O Centro de Operações de Rede (NOC, em inglês Network Operational Center) da Eutelsat está instalado no prédio da SpeedCast Serviços Multimedia, que, em parceria com a empresa francesa, realizam o monitoramento e a telemetria de sinais deste e de outros satélites da empresa na região. Isso porque as duas empresas assinaram, em 2016, um contrato de longo prazo para fornecer capacidade em banda Ku para aplicações de vídeos corporativos através do seu satélite EUTELSAT 65 West A.
Os executivos consultados pela Revista da SET afirmam que o teleporto é uma excelente forma oferecer apoio aos clientes nas Américas, porque, além de permitir que os usuários tenham suporte em português, está equipado com amplos recursos de telemetria, de comando e de controle de alcance (TCR) do EUTELSAT 65 West A. O teleporto também dispõe de sistemas de monitoramento de radiofrequência e de vídeos para garantir a qualidade dos serviços em bandas C, Ku e Ka fornecidos pelos satélites E65WA, E8WB, E12WB, E113WA e E36WA, com cobertura nas Américas, os quais, segundo os representantes da companhia, permitem um atendimento rápido aos clientes da região.
No Centro de Operações de Rede, o controle, o monitoramento e a telemetria de sinais são realizados 24hx7d, 365 dias ao ano, permitindo entre outras coisas ter “atendimento local em português”. Ainda no NOC é possível ter redundância dos sinais para um melhor monitoramento e assim, afirmam os técnicos destacados no teleporto, “garantir a qualidade das transmissões”. Também é possível realizar pequenas alterações, se forem necessárias, porque o equipamento controla de forma remota o dispositivo em órbita.

No Centro de Operações de Rede (em inglês: (Network Operations Center) se realiza o controle e telemetria dos cinco satélites da companhia que cobrem as Américas

Satélite “triband” com múltiplas funções
O EUTELSAT 65 West A é um satélite “triband”, com uma combinação de bandas C, Ku e Ka. Rodrigo Campos, diretor-geral da Eutelsat no BraEspecialsil afirmou á reportagem da Revista da SET que a alta potência na banda Ku foi otimizada para a recepção de DTH e, também, com o objetivo de conectividade ao mercado corporativo brasileiro, bem como na América Central, no Caribe e na região andina. O satélite também dispõe de uma cobertura em banda C transatlântica que pode ajudar a distribuir vídeo entre continentes. Além de possuir múltiplos feixes (spot-beams) em banda Ka.
Com o lançamento do satélite, a empresa iniciou um programa de apoio técnico ao mercado de TV aberta e aos operadores de TV paga, incluídos os headends das operações de TV a cabo, que visou a troca ou adaptação dos kits de antenas parabólicas para a recepção dos sinais do satélite.

Fechado a sete chaves, o centro e telemetria permite o controle do EUTELSAT 65 West A

SpeedCast Serviços Multimedia
A empresa fornece serviços de vídeos profissionais em banda C e Ku através do seu teleporto. Pioneira em transmissão de alta definição via satélite no Brasil, tem desempenhando um papel importante na transição para a TV Digital no país.
Desde o Centro de Operações de Rede, a Eutelsat e a SpeedCast realizam o monitoramento de sinais a partir da posição orbital 65° West, do satélite brasileiro da empresa francesa e controla outros seis satélites que servem a região.Luciano Esteves, diretor operacional da SpeedCast, afirmou à reportagem da Revista da SET que “este novo projeto nos permitirá responder à crescente demanda por conteúdo regional e em HD. O EUTELSAT 65 West A chegou em um excelente momento para atender as novas necessidades do mercado. Por isso, atualizamos nossas instalações para atender o elevado padrão de confiabilidade necessário para este projeto”.

A Eutelsat afirma que o NOC gerou um beneficio comparativo para todos os satélites da região e melhorou a cobertura no Brasil

Novo satélite na região
O EUTELSAT 117 West B – comercializado pela filial Eutelsat Américas – é o segundo satélite totalmente elétrico da frota da companhia. O dispositivo está equipado com 48 transponders em banda Ku (equivalente a 36 MHz) com quatro feixes que fornecem cobertura ao México, América Central e Caribe, América Andina e Cone Sul. Com este novo satélite, a Eutelsat irá aumentar a sua oferta de vídeo na posição orbital 117° West, que já é utilizada pela Televisa, Tigo Star (Millicom) e Stargroup, afirmou à Revista da SET Rodrigo Campos, diretor-geral da Eutelsat no Brasil.
Campos afirmou que o satélite contém uma carga útil WAAS (sigla em inglês de Wide Area Augmentation System) de nova geração operada pela Raytheon, projetada para receber sinais de estações terrestres que verificam a precisão do sinal e retransmitem a informação para usuários de GPS, incluindo sua utilização para uso nas cabines de comando dos aviões – o tipo de aplicação de GPS mais demandado pela aviação civil.

Isso é importante, explicou o executivo, porque esta carga útil WAAS é a primeira a ser hospedada em um satélite totalmente elétrico, e a terceira a ser hospedada em um satélite Eutelsat.

Instalado em Santana de Parnaíba, interior de São Paulo, por ser um município com bons benefícios em impostos, o teleporto da SpeedCast conta com tecnologia de ponta no controle, monitoramento e telemetria de sinais satelitais

 

 

 

 

Fernando Carlos Moura é professor do curso de Jornalismo da Escola de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Anhembi Morumbi (UAM)