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Infraestrutura para transmissão FM é tema de painel em Fortaleza

“Prezamos por simplicidade em nossos circuitos, porque sabemos que as condições de utilização nem sempre são as ideais”, afirmou Marcelo Godoy (MGE Broadcast)

Eficiência energética e simplicidade de manutenção são características que devem ser consideradas pelos broadcasters na escolha de antenas e transmissores

O “Painel – Infraestrutura para rádio” discutiu as novas tecnologias disponíveis no mercado para infraestrutura de estúdios e transmissão de rádio FM. A sessão foi moderado por Esdras Miranda, diretor da Regional Nordeste da SET, e contou com a participação de José Roberto Elias (IF Telecom), Sérgio Martines (SM Facilties), Thiago Granello (Sinteck) e Marcelo Godoy (MGE Broadcast).
José Roberto Elias, gerente comercial da IF Telecom, afirmou que um bom projeto de antena FM deve oferecer economia de energia, adequação do sistema à outorga (e aprovação rápida para o início da operação) e simulação de manchas de cobertura (escolhendo o melhor critério entre potência do TX e ganho de antena). “Diante disso, as antenas devem ser as mais simples possíveis, de preferência, com o menor número de conexões, aumentando a confiabilidade do seu sistema.
Quanto menos interconexão, mais confiabilidade o sistema terá”, pontuou Elias.
O executivo listou as premissas que os broadcasters devem considerar para escolher uma boa antena e argumentou que elas devem ser “simples, eficientes, robustas, econômicas, confiáveis, fáceis de instalar, com entrega ágil e com diagramas que respeitem as outorgas consignadas”.
Sérgio Martines, diretor executivo da SM Facilities, acredita que seja preciso considerar a potência do transmissor, o tipo de ganho de antena e a altura da torre. “É preciso pensar em qual é o resultado desejado – isto é, qual a área que se quer cobrir – e qual será a localização do ponto de transmissão”, disse.
Em relação aos transmissores, Marcelo Godoy, proprietário e diretor geral da MGE Broadcast, afirmou que a simplicidade eletrônica é uma das premissas que devem ser consideradas na hora de se projetar e de se comprar um transmissor. “Prezamos por simplicidade em nossos circuitos, porque sabemos que as condições de utilização nem sempre são as ideais. A realidade da fábrica é muito diferente da realidade do campo de uso, da prática. A integração de blocos também é fundamental. Modulador, fonte, excitador devem estar separados”, argumentou.
Tiago Granello, gerente comercial da Sinteck, afirmou que a empresa está comprometida em aumentar a eficiência de seus transmissores e apresentou uma solução desenvolvida pela companhia que utiliza energia solar e energia eólica para diminuir o consumo de energia elétrica da rede. “A eficiência é a palavra do momento. Ninguém pode, hoje, desperdiçar dinheiro com nada”, ponderou.