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IBC: Quem tem o controle dos conteúdos?

IBC 2017
Reportagem Especial – Parte II

Por Fernando moura, em Amsterdã

O IBC 2017 ratificou uma tendência do mercado audiovisual, a convergência de mídias, pensamentos e tecnologias. Um dos momentos mais marcantes da visita à Amsterdã foi a coletiva de imprensa dos robôs Sophia e Einstein, dispositivos baseados em inteligência artificial (IA) que, segundo seu criador, David Hanson, diretor executivo da Hanson Robotics, podem inclusive reproduzir emoções humanas.

A coletiva mostrou como a IA poderá ajudar a que “no futuro as conversas com robôs se pareçam às realizadas entre os homens”. Para Hanson os robôs já conseguem discutir temáticas específicas, ter sensações e examinar “as tendências e tecnologias do futuro que se desenvolvem rapidamente”.

Sophia é o último e “mais avançado robô da Hanson Robotics, com expressões extremamente humanas e inteligência em evolução, que o tornam capaz de conversar e construir relacionamentos”, afirmou o executivo à reportagem da Revista da SET. Pela sua parte, o “professor” Einstein é o primeiro robô pessoal da companhia, um equipamento que tenta “honrar o caráter e estilo de ensinamento único de Albert Einstein de explicar tópicos complexos de forma que todos pudessem entender. O professor Einstein trabalha com jogos educacionais, compartilha fatos científicos e responde perguntas sobre diversos tópicos.

Sophia e o professor Einstein
explicaram como a robótica baseada
em inteligência artificial pode
aprender criatividade, empatia
e compaixão

Outro dos pontos interessantes foi a opção cada vez mais clara de alguns players por soluções em nuvem, multiplataforma e desenvolvimentos para Over-The-Top (OTT) com especificidades voltadas a um mercado em crescimento. Um dos casos paradigmáticos é o da Harmonic que, mesmo tendo adquirido a Thomson Video Networks (TVN) no início de 2016, aposta em “novos formatos, mais serviços e desenvolvimentos de novos produtos que podem passar por multicloud”, assumindo que a entrega de conteúdos em plataformas OTT passa por “emissões ao vivo com qualidade UHD, e a expansão da captura de conteúdos, e novas e originais formas de entrega de conteúdos”, disse em Amsterdã, Patrick Harmam, CEO da Harmonic.

A Avid segue o mesmo caminho. A companhia — que, em 2015, avançou para plataformas colaborativas na nuvem — reafirmou, no IBC, que segue trabalhando com plataformas “em um ecossistema global” e com tecnologias “distrutivas”.

Estas tecnologias, segundo Louis Fernandez Jr, CEO de Avid, servem para ajudar aos produtores “neste tempo de profundas mudanças” com soluções integradas, onde se realize “uma reagrupação da produção e distribuição de conteúdos” com aplicações, módulos e media services que incluam aplicações integradas com “foco nos usuários de forma a integra-los de forma colaborativa”. O foco, afirmou, são as estruturas em IP com “soluções hibridas SDI/ IP”, gráficos virtuais utilizando com tecnologias 4K, além de “novas aplicações na nuvem, extensão do MediaCentral, aceleração da produção UHD 4K, tudo baseado no MediaCentral com uma transformação rápida mais segura e consistente”.

 

 

A Realidade Virtual Aumentada (VR A) não pára de se desenvolver: no IBC, experiências quase reais com projeção em mãos e objetos