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Globo mostrou seu projeto em IA “Aida: a âncora virtual”

IBC 2019

 

por Carla Bartz

A Globo marcou presença no IBC 2019, convidada para estar na Future Zone da feira – uma área para que indústria e academia mostrem suas visões de futuro, com projetos inovadores em todas as etapas de pesquisa – a empresa levou para Amsterdã ‘Aida: a âncora virtual’. O projeto traz uma visão da transformação de dados em conteúdo, fundamental em uma empresa media tech. Parte da pesquisa – a geração de texto automática em linguagem natural utilizando inteligência artificial – já foi utilizada para a cobertura jornalística nas últimas eleições e também para a cobertura esportiva. No Future Zone, o MediaTech Lab da Globo incorporou ao projeto um avatar em 3D, e deu o nome de Aida. A âncora virtual, que utiliza a tecnologia de geração automática de textos, passa agora também por processos de síntese de voz e animação, podendo apresentar diferentes tons de linguagem – coloquial ou formal – e cenários.
Durante o IBC, a Globo também apresentou um artigo a respeito de projeto já implementado no Globoplay: o uso de inteligência artificial para seleção automática de thumbnails. Com o cruzamento de algoritmos de processamento de linguagem natural e de visão computacional, já são selecionados os melhores frames para vídeos ofertados na plataforma.

Em entrevista, o engenheiro Paulo Henrique Castro, diretor do MediaTech Lab da Globo, explicou os principais pontos e desafios do projeto apresentado na Future Zone do IBC 2019:
SET: Como foi a participação na Future Zone do IBC?
Paulo Henrique Castro (PHC): Ficamos muito impressionados com a repercussão e com a quantidade de visitas que recebemos. Estarmos presentes em uma feira internacional tão importante como essa nos deu percepções reais sobre a importância das nossas pesquisas para o negócio. Sentimos que a demonstração do Aida impressionou muito os visitantes, pois mostrava na prática o uso de tecnologias que ainda parecem distantes para a maior parte das pessoas.
SET: Aida foi a única tecnologia apresentada no estande?
PHC: Levamos mais dois projetos. Um deles foi o Storify, que é uma ferramenta para produção automática de stories para as redes sociais a partir de conteúdo originalmente publicado na web. Também levamos a Mesa Tática, que já utilizamos nas nossas transmissões esportivas, com uso de realidade aumentada para comentaristas explicarem táticas e jogadas.
SET: Quais são as vantagens da Aida?
PHC: O projeto Aida representa a soma de diversas tecnologias, do uso de AI para geração automática de textos até a animação de um personagem em 3D com realismo. Temos feito projetos de uso de AI para criação de textos com aplicação em esportes e eleições, por exemplo. No IBC, os textos criados pelo algoritmo eram provenientes de resumo automático de notícias do dia em conjunto com textos automáticos, a partir de dados do mercado de criptomoedas e da previsão do tempo. É uma tecnologia que pode atuar muito bem em vários outros cenários, principalmente nos temas onde há dados estruturados disponíveis.
SET: No atual momento do mercado, qual a importância de uma empresa manter e impulsionar um projeto como o MediaTech Lab?
PHC: Vivemos um momento em que a tecnologia é protagonista no negócio. É necessário não só acompanhar tendências, mas também estar à frente, criando e impulsionando o novo. A inovação é um valor de toda a companhia, mas o MediaTech Lab tem um papel fundamental na construção desse futuro, pesquisando novas tecnologias, criando e experimentando novos produtos que podem ampliar as fronteiras do negócio.