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Ceará debate futuro do broadcast brasileiro no SET Nordeste

Radiodifusores, profissionais e entidades da indústria audiovisual do nordeste do país debatem e analisam durante dois diasos principais temas que envolvem o setor

por Fernando Moura, em Fortaleza

SET Nordeste 2016

A SET realizou a edição 2016 do SET Nordeste no auditório da FIEC (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), na capital cearense, para analisar, junto aos principais players do mercado, as novidades tecnológicas das indústrias de broadcast e novas mídias.

Dezenas de profissionais da indústria audiovisual participaram ativamente no Seminário de TV Digital, Pay TV, TV na internet, TV Everywhere e Telecom, realizado na capital cearense e que contou com profissionais vindos de vários estados da região.

A cerimônia de abertura foi presidida por Ronald Almeida, membro do Comitê da diretoria Regional Nordeste da SET, e contou com a presença de João Guilherme Arrais Hermans, gerente Regional da Anatel nos Estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí; e Paulo André Holanda, diretor regional do SENAI Ceará, que analisou as “Novas Tecnologias” e como elas se inserem no mercado de trabalho e comercial local e global.

Alex Santos (Seal Broadcast) explicou os principais conceitos sobre automação,playout e master control

Alex Santos (Seal Broadcast) explicou os principais conceitos sobre automação,playout e master control

Com palestras muito variadas, como de costume nos encontros regionais, a sessão da manhã começou com a palestra muito didática ministrada por Alex Santos (Seal Broadcast). Ele explicou os principais conceitos sobre automação, playout e master control que podem ser implementados nas emissoras e produtoras de conteúdos audiovisuais.

“Precisamos desenvolver processos de automatização cada vez mais azeitados e claros, para, assim, poder trabalhar e responder as demandas atuais”, afirmou.

Fabio Tsuzuki (Media Portal Soluções) analisou a situação dos sistemas de storage

Fabio Tsuzuki (Media Portal Soluções) analisou a situação dos sistemas de storage

Fabio Tsuzuki (Media Portal Soluções) analisou a situação dos sistemas de storage e explicou “O que é Media Processing Workflow” e porque é necessário “projetar fluxos de arquivos” assumindo que este trabalho é “uma tarefa muito complexa”.

Tsuzuki explicou que este tipo de aplicação é capaz de projetar fluxos de forma integrada com a infraestrutura. “Os fluxos são definidos através de uma interface gráfica onde (sic) é possível criar fluxos de transferências de arquivos, recuperação parcial de vídeos, conversão de formatos e análise de conteúdo.”

storageMiguel Filho (Sony) trouxe à Fortaleza algumas das mais inovadoras tecnologias da empresa, que permitem realizar o arquivamento digital

Miguel Filho (Sony) trouxe à Fortaleza algumas das mais inovadoras tecnologias da empresa, que permitem realizar o arquivamento digital

Miguel Filho (Sony) se debruçou sobre “Arquivamento Digital na era Beyond Definition”. O executivo trouxe à Fortaleza algumas das mais inovadoras tecnologias da empresa, que desde permitem realizar o arquivamento digital. “A grande maioria do mercado brasileiro utiliza suportes XDCAM, porque ela é uma mídia digital. O segundo suporte mais utilizado é a fita LTO”.

Ele lembrou que, com “as novas demandas de UHD e Beyond Definition, o volume de dados para armazenamento passa a ser maior e surge o desafio de qual tecnologia adotar para guardar as informações de Arquivo/Centro de Documentação”.

O executivo disse que a tecnologia da Mídia Óptica de Arquivo (Optical Disc Archive) “oferece uma série de vantagens diante de sua robustez e fácil implementação, viabilizando desde pequenos e simples arquivos até sistemas automatizados”.

Para Miguel Filho, a vantagem desta tecnologia é que “ela foi desenvolvida para ser utilizada em ambiente broadcast” e, por este motivo, tem as características adequadas para a indústria broadcast. “Hoje, trabalhamos com a tecnologia, que está evoluindo para chegar em 2022 como um cartucho que tenha a capacidade de ter 12 discos de 1TB cada um.”

Ao final de sua apresentação, o executivo questionou qual seria a melhor opção: utilizar o cartucho XDCAM ou um ODA, e argumentou que “é obvio, [a melhor opção] é o ODA que inclui em um cartucho 30 discos XDCAM reduzindo drasticamente os valores a serem investidos por uma emissora para realizar o arquivamento”.