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Brasil e o uso de satélites

Jaime Fernandes (SET) moderou o painel “Serviços satelitais para o Brasil”, que contou com a participação de Ricardo Calderón (Eutelsat), Marcelo Amoedo (Intelsat) e Rubens Vituli (SES)
© Foto: Gabriel Cortez

“Serviços satelitais para o Brasil”, outros dos painéis, reuniu fornecedores para discutir as tendências futuras e os recursos à disposição dos broadcasters na área de satélites. A sessão foi moderada por Jaime Fernandes, vice-diretor da Regional Nordeste da SET, e contou com as participações de Ricardo Calderón (Eutelsat), Marcelo Amoedo (Intelsat) e Rubens Vituli (SES).
Ricardo Calderón, diretor comercial da Eutelsat do Brasil, na palestra “O impacto positivo da utilização do satélite no processo de switch-off no Brasil”, afirmou que a migração digital está progredindo rapidamente em todo o mundo e disse que um número crescente de lares está mudando da TV analógica para a TV digital. “A digitalização está criando novas oportunidades para a indústria de radiodifusão do país, levando TV digital e as inovações de transmissão, com HD e serviços de TV interativa/híbrida, para todo o país.”
Porém, segundo ele, estamos em uma época em que a capacidade satelital oferecida está maior do que a demanda do mercado brasileiro. Ainda assim, o palestrante acredita que o satélite pode alimentar repetidoras de TV Digital, reforçadores de sinal, usuários residenciais e headends de pay TV. “As vantagens da rede de satélite são a distribuição com custo benefício viável, ampla cobertura, independência de infraestrutura e fronteiras e o fato de que podem manusear diversos formatos, como DVB S/S2 e BTS Comprimido.”
Marcelo Amoedo, diretor de vendas da Divisão de Broadcast da Intelsat, na palestra “Alcançar novos espectadores requer uma nova abordagem”, afirmou que “a distribuição e o consumo de mídia mudaram drasticamente nos últimos anos, com os espectadores agora exigindo conteúdo a qualquer momento e em qualquer dispositivo”. Para atender a essas demandas, segundo ele, os radiodifusores precisam reavaliar os seus modelos tradicionais de produção e distribuição e implantar maneiras mais eficientes, econômicas e confiáveis de fornecer conteúdo. “Velhos e novos conceitos ainda vão conviver juntos por muito tempo”, ponderou.
A grande novidade que a empresa vai lançar para o Brasil ainda este ano é o IntelsatOne Prism, que permitirá transmissão multimídia ‘triple play’ integrada com acesso automatizado para todos os serviços. É uma solução que já está em operação nos Estados Unidos e começará a ser testada no Brasil em julho, sendo colocada à disposição do mercado em até noventa dias. Essa é uma novidade que vai flexibilizar bastante o mundo de conectividade simplificada com acesso básico à internet, com a confiabilidade do satélite.”
Amoedo lembrou também que a Intelsat está lançando uma opção de cobertura HTS de alta capacidade, com satélites como o IS-35e, que será colocado à disposição do mercado em junho de 2017. “É um satélite que permite reuso de frequência, a partir de spotbeams de alta performance. Serão seis spotbeams de banda-C circular sobre o Brasil, com flexibilidade de conectividade entre os feixes, mais Bps/Hz e menos MHz para transmitir um canal de TV, oferecendo assim maior troughput e redução no custo do Bps/Hz.” Amoedo ressaltou, ainda, a nova comunidade de vídeo da Intelsat para o país, o satélite IS-14. “Nós estamos investindo nesse projeto em longo prazo. Já temos clientes interessados em distribuir TV Digital para interiorização da distribuição no país.”
Rubens Vituli, diretor comercial da Divisão de Vídeo da SES, abordou as diferentes ferramentas disponíveis para distribuição de vídeo via satélite e mostrou algumas novas aplicações, como VoD, Cable Headend e CDN Satelital. O palestrante lembrou que a SES dividiu a empresa, desde a matriz, em duas vertentes: a área de vídeo e a área de dados.
O satélite, em sua opinião, tem a grande vantagem de conseguir distribuir um conteúdo com ampla cobertura. “É uma solução prática para distribuição quando precisamos fazer com que os conteúdos alcancem 100% das afiliadas de uma emissora”, disse. O SES-6, na posição 40.5 W, em banda-C, é uma opção interessante, segundo ele, que “cobre todo o Brasil, a América Latina e parte da América Central e do Norte, e também partes da Península Ibérica e da Europa. É recebido em 100% das cabeceiras de rede no Brasil e se coloca como a nossa ‘menina dos olhos’”.
O executivo da SES lembrou, ainda, que a empresa começou a fazer uplinks de canais DTH (Direct to Home) em HD e em 4K na Europa. “O satélite, a gente acredita, vai guiar a inserção dos canais em 4K. No Brasil, a Oi ocupa toda a banda Ku do SES-6 e tem sido a única TV por assinatura que cresce no país. O DTH é uma forma de investimento segura”, concluiu.