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Automação da produção, experiências imersivas e storyliving: formas de aproximar o público e aumentar a audiência

SET Centro-Oeste 2017

O painel “Tecnologias de Produção: o futuro já chegou” agregou diferentes players do mercado para exibir e discutir as inovações em tecnologias de produção para broadcast

por Gabriel Cortez e Fernando Moura

A sessão foi moderada por Luiz Carlos Abrahão (Globo DF)

O painel “Tecnologias de Produção: o futuro já chegou”, moderado por Luiz Carlos Abrahão, diretor de tecnologia da Globo (DF), agregou diferentes players do mercado para exibir e discutir as inovações em tecnologias de produção para broadcast, com o objetivo de aproximar os engenheiros e radiodifusores das necessidades dos jornalistas e das possibilidades de aumentar a audiência a partir da tecnologia.

A sessão contou com uma instigante palestra da repórter Bárbara Lins, da Globo Brasília, intitulada “Nada será como antes! A visão de uma jornalista sobre as novas formas de produção de conteúdo”. Bárbara elencou experiências de automação e imersão em jornalismo realizadas por veículos como a BBC de Londres, que está testando robôs jornalistas capazes de reproduzir diferentes entonações de voz, ou a Al Jazeera, do Catar, que, em 2008, já oferecia iPhones aos seus repórteres buscando aproximar os telespectadores dos fatos.

“Vai ter robô, vai ter automação, mas, enquanto a gente tiver tecnologias que nos aproximem do público, nós jornalistas teremos espaço”, provocou a repórter da Globo DF Bárbara Lins

A palestrante lembrou também que jornais como The Guardian e The New York Times já oferecem conteúdos em VR em suas versões digitais. “A minha busca pelas novas tecnologias começou de uma inquietação por entender essa nova realidade. ‘Ninguém é de ninguém’ no mundo de hoje. Uma estagiária do G1, recentemente, conseguiu uma imagem do Eduardo Cunha sendo preso utilizando um celular. Produtores estão, cada vez mais, atuando como repórteres e vice-versa. Os processos estão cada vez mais rápidos e velozes”, frisou.

A jornalista da Globo destacou ainda que a BBC já produz conteúdos de vídeo para aplicativos na vertical. “São vídeos curtos, resumos. A previsão é que o consumo de vídeos via mobile aumente. Por isso, no DF TV já estamos testando oferecer chamadas para o nosso telejornal via redes sociais com vídeos na vertical especificamente produzidos para as novas mídias.” A tendência, em sua opinião, é o storyliving, com o público inserido nas notícias. “Vai ter robô, vai ter automação, mas, enquanto a gente tiver tecnologias que nos aproximem do público, nós jornalistas teremos espaço”, concluiu Bárbara.

Amaury Filho (Ross Video) lembrou que a automação da produção vem sendo cada vez mais requisitada no Brasil devido à necessidade de reduzir custos, produzir mais e aumentar a qualidade dos conteúdos, “uma equação muitas vezes difícil de resolver”

Amaury Filho, gerente de vendas da Ross Video, lembrou que a automação de sistemas de produção de conteúdo está sendo bastante requisitada no Brasil e no mundo, porque traz algo que é uma necessidade: reduzir custos, produzir mais e aumentar a qualidade dos conteúdos, “uma equação muitas vezes difícil de resolver”.

“A automação da produção permite realizar operações complexas e ágeis. É uma solução de longo prazo que vem sendo adotada nos grandes centros, como Canadá e Estados Unidos, em um momento de novas demandas de consumo, transformações tecnológicas e digitalização. Neste cenário, produzir mais com menos é uma demanda que temos recebido com frequência”, acrescentou. O executivo disse que a emissora norte-americana ABC exibe hardnews diariamente, 24 horas ao vivo, com um sistema automatizado de produção. “Um sistema de automação eficiente precisa ter flexibilidade, permitindo gerenciar o script de pro-dução de maneira ágil e simples com controle direto se necessário. Outra coisa fundamental é a compatibilida-de com o maior número de dispositivos possíveis, de diversos fabricantes”, concluiu.