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Migração AM/FM

Foto: Gabriel Cortez

André Cintra, integrante da Diretoria Técnica da Associação das Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), apresentou os resultados do processo de migração do AM para o FM no país e lembrou que, no início do processo, a audiência do AM no Brasil era de 7%, em comparação com uma audiência de 93% da FM, o que ratificava a necessidade de avançar com o projeto. “No Ceará, eram 106 rádios AM, das quais 66 requereram a migração. Dessas 66, 56 emissoras foram alocadas na faixa”, detalhou Cintra aos broadcasters da região.
“Hoje, em todo Brasil, temos 1.442 emissoras que pediram para migrar, das quais 1.006 já estão incluídas no plano de migração (18 delas estão em coordenação), 59 estão sobrestadas e 346 já foram consideradas inviáveis. No Ceará, conseguimos 85% de canais na faixa. Um total de cerca de 400 contratos já foram assinados pelo Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC). Este número aumenta desde novembro de 2016, porque o órgão realiza um mutirão para dar celeridade ao processo”, explicou o representante da ABERT.
Paulo Fernandes, diretor executivo da CBN Recife, contou que, em Pernambuco, três emissoras já fizeram a migração e lembrou da dificuldade que os radiodifusores enfrentaram no início. “Chegar ao valor ideal de potência para o radiodifusor foi o mais complicado. Em princípio, os valores apresentados foram altos demais. Até que, com um estudo da ABERT, houve uma readequação: a rádio que teria o maior valor no Brasil seria a emissora de maior audiência da cidade de São Paulo, a maior do país; a rádio que teria a menor potência, consequentemente, seria a menor emissora, do menor município. Aí se estabeleceu o critério vigente, com base em dados do IBGE e do Ibope.”