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Futurecom 2019: Watch Brasil cresce além da expectativa em seu primeiro ano

Plataforma cresceu mais de 40% e terá backoffice novo, com ecossistema de apps focado em melhorias de interface e na experiência do usuário (UX/UI)

A Watch Brasil anunciou no Futurecom 2019 que a sua base de clientes cresceu 40% a mais do que o planejado para o primeiro ano de operação.Em conversa com à reportagem da Revista da SET no  São Paulo Expo nesta terça-feira (29/10), Maurício Almeida, cofundador da Watch Brasil, disse que a empresa começou em outubro de 2018 e de lá para cá “conquistamos 140 provedores regionais (ISPs) como clientes – nossa meta para este ano era de 100 ISPs. Também estamos nos consolidando com títulos exclusivos, uma das grandes necessidades de empresas de streaming. Neste mês lançamos com exclusividade os conteúdos da Awesomeness para o Brasil, marca criada para a Geração Z com dezenas de títulos, entre séries e filmes. Ao mesmo tempo, novos players importantes entraram no mercado e tivemos que redefinir algumas estratégias”,

Almeida afirma que as estratégias de ação para o modelo marketplace, anunciadas como iniciativa da versão 2.0, são fundamentais para o futuro da plataforma de streaming de vídeo brasileira. “A Watch Brasil nasceu com a proposta de ser um agregador de conteúdo e criar um marketplace para estúdios trazerem seus conteúdos. Já oferecemos no modelo o maior aplicativo infantil, o Noggin, no entanto, o mercado do streaming cresceu muito e vem mudando em rápida velocidade. Queremos entender melhor qual será a estratégia de companhias como ESPN e FOX, por exemplo, ambas da Disney, principalmente após o lançamento da Disney+”.

Conteúdos exclusivos da ‘Awesomeness’ marcam nova fase

Na parte de conteúdo, a Watch Brasil, que já tem parcerias com estúdios como Sony Pictures, Paramount+ e Nick Jr., agora  anunciou uma parceria exclusiva com os conteúdos da ‘Awesomeness’ no Brasil que, segundo Almeida, “trará uma aproximação com a Geração Z, o público que é o principal consumidor de streaming atualmente”, diz Almeida. A empresa também mira em outros grandes estúdios. “Estamos em negociações avançadas com Warner, Universal, BBC e Disney, por meio da Vubiquity (distribuidor deles no Brasil), o que viabiliza um potencial de aumento de 50% em entretenimento de nossa plataforma”.

Já na área de ativação de assinaturas, a Watch Brasil, disse o executivo, deve ter um salto ainda nesse trimestre. Atualmente, a plataforma tem em sua base de cerca de 95 mil assinantes, mas sabe que nem todos estão ativos entre os provedores regionais. No entanto, a empresa prevê uma virada nesta área a partir da parceria com um grande player de mídia, que será anunciado em breve. “Além de aumentar a base de usuários com mais ISPs parceiros, nosso principal foco para 2019 é melhorar nossa taxa de ativação”, finalizou Almeida.

Por Fernando Moura, em São Paulo