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Congresso SET EXPO 2017: Avanço da banda larga sobre a faixa de 600 MHz preocupa radiodifusão no Brasil

Em painel realizado na manhã desta segunda-feira (21) no Congresso SET EXPO 2017, representantes de associações da indústria broadcast brasileira indicaram preocupação com o futuro do espectro.

“A faixa dos 600 MHz já está sendo debatida em vários fóruns internacionais e a radiodifusão tem que estar atenta para não perdermos espectro”, frisou o engenheiro de comunicação da Abratel André Trindade, moderador da sessão, denominada O espectro e os Serviços Futuros.

Foto: Gabriel Cortez

“Estamos nos preparando para enfrentar uma ofensiva de países que são a favor da banda larga”, reforçou Paulo Ricardo Balduíno, diretor de planejamento de TV e espectro da Abert. A divisão da faixa proposta por países como Estados Unidos, Canadá, México e Colômbia complicaria o setor, de acordo com o palestrante. “Vivemos um contexto de preocupação internacional que, francamente, ainda não sabemos como proceder. As próximas discussões nas reuniões da CITEL em 2017 e 2018 e na CMR de 2019 serão pedreiras. Mas ainda temos tempo até lá para pensarmos no lobby da radiodifusão.”

“Seria importante que tivéssemos, no Brasil, uma posição que demonstrasse a necessidade de os países latino-americanos terem cautela nas discussões internacionais a respeito dessa faixa de 600 MHz”, afirmou Leonardo Euler de Morais, presidente do Comitê do uso de espectro e órbita da Anatel e conselheiro do órgão.

 

Por Fernando Moura e Gabriel Cortez