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ARRI realiza teste de lente Signature Prime FF T 1.8

Novas lentes Signature Prime da ARRI ficaram disponíveis na América Latina para que os diretores de fotografia aprimorarem seus trabalhos, afirma a empresa em comunicado

ARRI realizou gravações em dois formatos distintos: para todos os estudos de charts, foi utilizado o formato Open Gate com uma resolução de 4448 x 3096 capturada em ProRes 4444 e para as externas a resolução de 4K UHD, a 16:9 (1:1.78) em ARRIRAW.

Segundo explica a empresa em comunicado, para examinar as imagens, Adriana Bernal, diretora de fotografia e presidente da ADFC; Juan Pablo Bonilla, DIT; Julian Vergara, 1º assistente de câmera e, Alfonso Parra, AEC, ADFC utilizaram os programas como o ARRIRAW Converter, Blackmagic DaVinci Resolve 14 Studio, Scratch, Imatest, ImageJ, entre outros.

Para fazer as imagens do estúdio, foram utilizados os refletores LitePanel Gemini com o auxílio de um fotômetro Sekonic L-558 Cine e um colorímetro/espectrofotômetro Sekonic C700, bem como um waveform e um vetorscope.

As cenas exteriores foram filmadas em Ráquira, Boyacá, Colômbia, onde foram visitadas uma fábrica industrial e uma oficina de cerâmica artesanal. Também foram gravadas imagens no Mosteiro da Candelaria, fundado pelos monges Agustinos Recoletos em 1604 e capturadas imagens em um local conhecido como Pátio das Bruxas, um local onde “as bruxas supostamente se encontravam e que atualmente constitui o complexo de um artista da região”, afirma ARRI em comunicado.

Mario Jannini, diretor Técnico da ARRI Brasil afirma que Parra realizou um relatório onde apresentou “objetivamente as características que tornam essas lentes tão únicas. As Signature Primes são as lentes tecnologicamente mais avançadas do mundo, mas, Parra observa que esta tecnologia está diretamente ligada à estética. O novo bocal de lente LPL, projetado especificamente para câmeras digitais, cria novas oportunidades para os fotógrafos produzirem imagens suaves e com um bokeh sedoso e, as Signature Primes aproveitam ao máximo isso”.

Este é o primeiro conjunto de lentes primes da ARRI projetado especificamente para o sensor digital e “a ARRI fez questão de incorporar sua vasta experiência no desenvolvimento de um look suave e agradável, onde jamais foi visto em uma lente de cinema”, comentou Jannini.

Alfonso Parra afirmou que “como diretor de fotografia, procurei avaliar a resolução das lentes em termos de sua combinação com a ALEXA LF e seu sistema de gravação. Neste caso, filmamos em ARRIRAW (12 bits) e usamos o formato de sensor Open Gate para resolução máxima de gravação, embora as tomadas externas tenham sido feitas em 4K no modo 16:9. Como fotógrafos, estamos interessados na avaliação global da resolução, porque, enquanto as lentes são uma parte essencial na determinação da nitidez da imagem, elas não agem sozinhas. A resolução depende não apenas da lente, mas também do sensor, do filtro ótico “Low Pass” (OLPF), de qualquer compressão inerente ao sistema de gravação e, finalmente, do modo de exibição. Monitores, projetores e distância de visualização, desempenham um papel fundamental. Para analisar a resolução da forma mais objetiva possível, empregamos charts de frequência (ISO 12232 e Putora) e software de avaliação de resolução (Imatest e ImagJ). Também avaliamos frames individuais, bem como charts construídos de várias texturas naturais. Não só estudamos todas as lentes em várias configurações de T-stop, mas também as examinamos como um grupo”.

Por Fernando Moura, em São Paulo