Com tecnologia, áudio sem fio supera barreiras

Microfones e sistemas de monitoração de áudio sem fio são cada vez mais utilizados nos mercados de mídia e entretenimento. O recurso é conveniente, simplificando produções e permitindo aplicações mais dinâmicas. “É um recurso cada vez mais requisitado”, afirmou Helio Kuwabara, engenheiro de Suporte de Áudio da TV Globo. “Com o aumento das utilizações, surge a necessidade de mais canais, maior qualidade e mais condições de uso em situações extremas e atípicas”.

“O espectro de radiofrequência é um recurso limitado. Todos competem por espaço, mas outras aplicações são prioritárias, como a comunicação de massa”, explicou Fernando Fortes, especialista sênior de Desenvolvimento de Mercado Pro-Áudio da Shure do Brasil. A TV digital e a rede 4G congestionaram ainda mais o campo UHF.

Segundo Fortes, os fabricantes de equipamentos têm desenvolvido soluções “inteligentes” e de banda larga para contornar as limitações. Entre as novidades estão a modulação digital, a recepção por até quatro antenas e os sistemas redundantes – com trocas automáticas e imperceptíveis entre frequências, priorizando qual oferece mais qualidade. Christian Cabezas, representante de vendas da Lectrosonics para a América do Sul, falou no painel sobre o Digital Hybrid – sistema que também promete debelar a indisponibilidade de faixas e as interferências.

Daniel Reis, Head of Sales da Sennheiser no Brasil, esmiuçou o sistema de áudio wireless instalado na mais recente edição do Eurovision, maior festival de música da Europa. O evento, ocorrido em Lisboa em maio último, utilizou 140 canais sem fio para áudio. O coração da instalação foi o Digital 6000 – sistema que transmite, por ar, áudio PCM linear sem compressão. A Sennheiser afirma ser a única fonte desse tipo de solução.

Paulo Ricardo Nunes, produtor de Áudio da TV Globo, informou que o uso de transmissões de áudio em RF é crescente em novelas, séries e minisséries da emissora brasileira. “Nas captações para teledramaturgia ainda utilizamos microfones com fio, sejam direcionais, omnidirecionais e em vara (boom). Mas o sistema sem fio tornou-se indispensável especialmente por responder à velocidade de trabalho atual, que é frenética”, contou o profissional. Para Nunes, as soluções precisam se tornar efetivamente plug-and-play. “Scan e intermodulação ainda são problemas para nós”.

Assessoria de Imprensa SET EXPO
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