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Startups e novas tecnologias são tema de discussão em painel do SET EXPO

O moderador do painel Startups do Audiovisual – Oportunidades e Novos Negócios, José Carlos Aronchi, abriu a discussão afirmando que no campo da comunicação, as startups não começaram para valer, nem são tão preponderantes como nas áreas de saúde e negócios. O diretor de Eventos da SET e consultor de Inovação e Tecnologia na Unidade de Cultura Empreendedora da Escola de Negócios do Sebrae-SP chamou atenção para a verve promissora do mercado de startups no campo do audiovisual. “Existem brechas para novas empresas, novos empreendedores, e a verdade é que no mercado de inovação sobra dinheiro e faltam projetos”, disse.

 

O professor da UFScar e cineasta João Carlos Massarolo participou da discussão e  complementou: “ainda estamos em um processo inicial, de descoberta em relação às startups. Começamos a pensar a respeito de um audiovisual produzido em multiplataforma, mas os recursos, os investimentos, estão concentrados nos meios audiovisuais tradicionais.” Ainda segundo o professor, um bom projeto é aquele que começa com custo zero, a partir de alguma necessidade real, capaz de gerar alguma interação com o público.

 

Há três anos, Raquel Molina, diretora-executiva da Futuriste, deixou a carreira no banco para fundar sua empresa, uma startup focada no uso de captação de imagens por drones. “A gente começou segurando recursos para investir em tecnologia, trabalhando em coworking, por exemplo”, relata. A empresa, disse ela, começou com R$ 200 mil de investimento e a projeção é crescer 610% em 2017. “A Futuriste mostra como uma boa ideia pode virar um grande negócio”, avalia Aronchi.

 

Charles Boggiss começou sua vida como empreendedor no Havaí, para onde mudou quando era atleta de windsurfe. “Um filmava o outro na água até que um dia uma empresa quis comprar um vídeo meu por US$ 3.000 e eu pensei ‘tem um bom negócio aí’”. Hoje, sua startup UView360, fundada em 2010, é referência no país em vídeos captados em 360°. “Esse tipo de vídeo tem mais visualizações que um vídeo comum, porque as pessoas assistem mais de uma vez, para não perder nenhum detalhe.”

 

“Mais do que dinheiro, as startups precisam de oportunidades de negócios”, afirmou Edson Mackeenzy, head da SET Innovation Zone, pavilhão desenvolvido para dar visibilidade às startups que atuam no setor de audiovisual durante o SET EXPO. “As empresas precisam investir e acreditar na tecnologia nacional.”

 

Já o presidente da Abragames e CEO da Webcore Games, Fernando Chamis, tratou do mercado de jogos no Brasil e no mundo, e deu exemplos de games feitos no país que hoje fazem sucesso mundo a fora, como o Horizon Chase. “É um mercado que cresce, já há um bom tempo, 10% ao ano”, disse. Na América Latina, o Brasil é o mercado que fatura mais, embora o número ainda seja baixo, por conta do custo e da pirataria.

 

Assessoria de Imprensa SET EXPO
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