• PT
  • EN
  • ES

Presidente do Google fala amanhã no SET EXPO

22/08/2017
Portal Eventos

Fábio Coelho participa da cerimônia de abertura e fala sobre transformação digital e seus impactos na indústria da TV.

Da Redação

O presidente do Google Brasil desde 2011 e vice-presidente da Google Inc., Fábio Coelho, é o primeiro keynote speaker do segundo dia de SET EXPO. Sua fala se dará durante a cerimônia de abertura do evento, do qual ele participará.

Seu painel, intitulado “Transformação digital e os impactos na indústria de TV”, vem a ser uma conversa sobre o impacto das mudanças tecnológicas na expectativa dos consumidores na mídia, as mudanças e os experimentos em andamento na indústria de TV e o como o Google pode ajudar nesse cenário de constante transformação.

SET EXPO 2017 reúne Google, governo japonês, Anatel e outras autoridades no Expo Center Norte

A cerimônia de abertura do SET EXPO 2017, maior evento de tecnologia e negócios de mídia e conteúdo da América Latina, tem como presenças confirmadas o presidente do Google Brasil, Fábio Coelho, e do vice-ministro de Comunicações do Japão, Masahiko Tominaga. A solenidade acontece amanhã, 22 de agosto, a partir das 9 horas, no Pavilhão Vermelho do Expo Center Norte.

Participam também da cerimônia Juarez Quadros do Nascimento, presidente da ANATEL – Agência Nacional de Telecomunicações, e Vanda Buona Nogueira, secretária de Radiodifusão do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, além da presidente da SET, Liliana Nakonechnyj.

O encontro reúne ainda outros representantes de importantes entidades do setor de rádio, TV e broadcasting, como a BRAVI – Brasil Audiovisual Independente; SBTVD – Fórum Brasileiro de TV Digital; World Wide Web Consortium; ABRATEL – Associação Brasileira de Rádio e Televisão e ABERT – Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão.

Nesta 13ª edição, o SET EXPO espera um público de mais de 14 mil visitantes, com cerca de 1.500 conferencistas e mais 290 jornalistas. Serão 150 expositores e mais de 400 marcas participantes do evento, além de três pavilhões internacionais, do Reino Unido, da Escandinávia e do Japão. A programação completa está disponível no link.

Veja agora as notícias do primeiro dia do congresso

Realidade aumentada e inteligência artificial cada vez mais presentes na produção de conteúdo

Um dos painéis que abriu o Congresso SET EXPO 2017, “Aumentando a audiência: engajamento com big data, inteligência artificial, internet das coisas e realidade mixada” reuniu no palco profissionais de diversos segmentos, como conteúdo transmídia, inteligência artificial e engajamento de consumidores, que discutiram como utilizar as novas plataformas de consumo para oferecer interação mais relevante para as suas audiências.

Um dos grandes destaques foi a realidade virtual, que para os especialistas, passará a atingir cada vez mais os diferentes públicos. “O Facebook acredita que, até 2020, 75% do tráfego de informações na internet será composto por vídeos, mas no modelo de ‘realidade fluida’, ou seja, fora da câmera enquadrada”, disse Rodrigo Terra, presidente da Associação EraTransmidia. Terra também apresentou a noção de que existem vários níveis de interatividade que se encaixam nesse tipo de conteúdo, desde vídeos em 360º até os produtos de fato voltados para experiências imersivas. Entre um e outro estão atividade de realidade aumentada ou mixada, na qual informações podem ser aplicadas no que está diante das lentes a partir de smartphones ou aparelhos como o HoloLens, criado pela Microsoft.

Jefferson Prestes, diretor da Novatrix, defendeu que a inteligência artificial, por mais sofisticada que seja, deve seguir bases que consigam dialogar com o público final que pode desejar dados tão triviais como a programação de um canal de TV. Seu exemplo foi o chatbot desenvolvido pela sua empresa, o Chronos Bot. “Poucos especialistas em tecnologia tem uma formação que contempla a comunicação, efetiva e humanizada, e a verdade é que quando você reúne as informações do consumidor com as da empresa surge uma experiência de comunicação única. Mas não podemos nos esquecer do lado humano. Robôs não aprendem sozinhos”, opinou Prestes.

A conversa foi moderada pelo vice-diretor de TV por Assinatura e Novas Mídias da SET, Rodrigo Arnaut, e recebeu também Renato Teixeira (Choicely Brazil), Marcelo Blum (Videodata) e Robson Ferri (RF Mídia/Rádio Conteúdo).

Painel discute espectro atual e dá perspectivas para os serviços futuros no Brasil e no Japão

Com moderação do engenheiro de comunicação da Abratel (Associação Brasileira de Rádio e Televisão) André Trindade, a plenária “O Espectro e os Serviços Futuros” tratou do espectro de distribuição atual no país e abordou as mudanças e demandas do serviço no Brasil e no Japão nos próximos anos – o país asiático prepara-se para expandir seu espectro para as olimpíadas de 2020, que acontecerão em Tóquio.

Hiroyuki Ogawa, diretor de tecnologia digital broadcasting do Ministério dos Assuntos Internos e das Comunicações do Japão, falou sobre as mudanças que ocorreram no desligamento da TV analógica naquele país, além da frequência de banda larga japonesa. “O objetivo é ter, em 2020, uma frequência de 2.700 MHz”, relatou. Os avanços e cooperações internacionais do espectro 5G também foram tratados. “O Ministério das Comunicações do Japão recomendou estudos para a aplicação e melhora da frequência 5G no país. Estamos pesquisando novas tecnologias para o 4K e 8K de transmissão terrestre, com foco nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020″, afirmou.

Leonardo Euler de Morais, presidente do comitê do uso de espectro e órbita da Anatel e conselheiro do órgão, falou sobre o espectro para demanda atual e das novas tecnologias. “A Anatel trabalhou muito sobre o processo de migração da TV analógica para a digital. O que foi muito difícil, já que o país tem dimensões continentais e houve concomitância do oferecimento dos serviços”, disse. No processo, canais de televisão analógica primários foram pareados, garantindo a transição analógico-digital. Os estratos mais pobres da população tiveram auxílio na migração, recebendo, por exemplo, aparelhos adaptadores gratuitamente. “As operadoras móveis sempre precisam de mais espectro, o que depende de novos estudos. Acho que o Brasil tem de validar sua expressão na América Latina e olhar com cautela as posições defendidas pelos EUA”, afirmou, fazendo referência à adoção do 600 MHz para a banda larga, sobre a qual diversos países estão fazendo pressão de adoção.

Paulo Ricardo Balduino, diretor de planejamento de TV/espectro da ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), relatou as dificuldades da manutenção do UHF no Brasil, além de tratar dos interesses do país com relação ao lobby da banda larga móvel. “Não existe bem uma definição do que seria o 5G. Vamos discutir em breve as demandas que o 5G exige. Existem análises sérias a respeito, que mostram que certas aplicações atribuídas a ele já são factíveis no 4G, mas é preciso haver interesse das operadoras”, afirmou.

Ilham Ghazi, chefe dos Serviços de Radiodifusão no Escritório de Radiocomunicações da União Internacional de Telecomunicações (UIT), participou remotamente da discussão e apresentou as atribuições da UIT, da qual o Brasil faz parte. “Na TV analógica, um canal de frequência funciona para um programa de TV. Com o digital, um mesmo canal suporta muitos programas”. Ela falou ainda da importância da participação do Brasil no processo de coordenação de frequências VHF e UHF para América Central e Caribe, que já se iniciou.

A revolução da TV digital e on demand e o destino da televisão são temas de discussão durante o SET EXPO

O destino e a evolução da televisão foram discutidos no painel mediado por Fernando Bittencourt, diretor internacional e membro do conselho de ex-presidentes da SET Brasil.

Segundo pesquisa sobre hábitos dos espectadores trazida por Bittencourt ao evento, nos EUA o tempo dedicado à TV ao vivo caiu nos últimos anos, especialmente entre os mais jovens. “Hoje, Netflix é sinônimo de televisão para os mais novos”, disse. O tempo gasto com as mídias digitais vem aumentando, alavancadas, também nas faixas etárias mais jovens, pelo uso massivo dos smartphones. “Esse comportamento tende a se repetir em todo o mundo”.

Questionada sobre o que é televisão, Lisa Hobbs, vice-presidente de estratégia de portfólio de compressão comercial da Ericsson, afirmou que o conceito evoluiu e que “TV hoje é qualquer tipo de vídeo, em qualquer plataforma utilizada por qualquer pessoa, em qualquer lugar”, disse. “Não acredito que as transmissões tradicionais vão desaparecer nos próximos dez anos, mas penso que as mudanças serão importantes, como já estamos vendo hoje”.

Para Masayuki Sugawara, engenheiro-executivo da NEC e presidente do grupo de especialistas em radiodifusão digital (DiBEG), as transmissões tradicionais não devem sofrer grandes mudanças, “mas no Japão também há uma tendência de digitalização, porém de forma menos drástica que nos Estados Unidos. Se a gente não conseguir mudar os hábitos dos espectadores, para que os jovens passem a se interessar por TV tradicional, teremos de mudar nosso modelo de negócios”, analisou.

De acordo com Simon Fell, diretor de tecnologia e inovação da UER (União Europeia de Radiodifusão), que participou do painel remotamente, antigamente a TV dava uma ordem de transmissão ao espectador, como por exemplo, documentário, novela, jornal, e, hoje, o jovem não está mais acostumado a isso.

Bittencourt questionou os participantes se teremos espaço para um mercado de transmissão 5G no futuro. A resposta veio de Lisa Hobbs: “Sem dúvida que sim, no entanto não sei se os países que têm uma infraestrutura já bem estabelecida gostariam de usá-lo, de fazer essa mudança. Mas na África e em partes da Ásia certamente trará mudanças significativas”.

Tecnologia em favor do Jornalismo: conectividade e interatividade ditam novos parâmetros

Moderado pelo diretor de Tecnologia e Operações do SBT, Raimundo Lima, o painel “Tecnologia em Jornalismo: Impactos na Produção e Publicação de Notícias”, realizado nesta segunda-feira (21), abordou de que forma as novas tecnologias vêm influenciando a disseminação das notícias.

Rafael Boni Marques, gerente de Operações de Tecnologia da TV Globo, falou sobre a mudança de consumo e o aumento da velocidade na divulgação de informações com as novas ferramentas, como telas interativas e em tempo real. “Os apresentadores de TV contam a história de forma mais personalizada, a partir do que está acontecendo minuto a minuto, com os dados atualizados”, afirma. Segundo ele, o papel do profissional de tecnologia é trazer soluções de mobilidade e fluxos de produção eficazes para sistemas cada vez mais autônomos. “Em 2020, teremos mais de 50 bilhões de dispositivos conectados e mais de cinco bilhões de pessoas online. Tudo será por meio de dispositivos”.

O futuro do Jornalismo por meio das tecnologias também foi discutido por Rafael Gomide, chefe de redação do Núcleo de Reportagens Especiais da Record TV. Ele exemplificou o tema por meio de uma reportagem diferenciada feita pela emissora sobre a Cracolândia, em São Paulo, baseada em imagens captadas por drones. “Há pouco tempo, isso só era possível por meio de helicópteros, que têm um custo altíssimo, além de um tempo enorme de produção”. Para ele, o futuro é o jornalismo investigativo, que usa esse fluxo cada vez maior de informações para apurar pautas de fôlego, e o desafio principal é a busca pela veracidade das informações e a credibilidade de cada emissor e receptor da notícia. Com o aumento dos smartphones com câmeras e transmissões ao vivo feitas por qualquer pessoa, este desafio se torna ainda maior.

O painel teve também a participação de Eduardo Brandini, Head de Mídia e Entretenimento do YouTube para o Brasil, que falou sobre o crescimento da plataforma de vídeos e desta forma de consumo de informação. Em 2010, o YouTube recebia 35 horas de vídeo por minuto; hoje, recebe cerca de 400 horas nos mesmos 60 segundos. Avi Cohen, COO e GM da LiveU Americas, falou sobre os principais avanços da transmissão de dados e distribuição de conteúdo em tempo real. A LiveU trouxe uma nova forma de captar e distribuir vídeo ao vivo, com liderança global.

Startups e novas tecnologias são tema de discussão em painel do SET EXPO

O moderador do painel “Startups do Audiovisual – Oportunidades e Novos Negócios”, José Carlos Aronchi, abriu a discussão afirmando que no campo da comunicação, as startups não começaram para valer, nem são tão preponderantes como nas áreas de saúde e negócios. O diretor de Eventos da SET e consultor de Inovação e Tecnologia na Unidade de Cultura Empreendedora da Escola de Negócios do Sebrae-SP chamou atenção para a verve promissora do mercado de startups no campo do audiovisual. “Existem brechas para novas empresas, novos empreendedores, e a verdade é que no mercado de inovação sobra dinheiro e faltam projetos”, disse.

O professor da UFScar e cineasta João Carlos Massarolo participou da discussão e analisou: “Ainda estamos em um processo inicial, de descoberta em relação às startups. Começamos a pensar a respeito de um audiovisual produzido em multiplataforma, mas os recursos, os investimentos, estão concentrados nos meios audiovisuais tradicionais”. Ainda segundo o professor, um bom projeto é aquele que começa com custo zero, a partir de alguma necessidade real, capaz de gerar alguma interação com o público.

Há três anos, Raquel Molina, diretora-executiva da Futuriste, deixou a carreira no banco para fundar sua empresa, uma startup focada no uso de captação de imagens por drones. “A gente começou segurando recursos para investir em tecnologia, trabalhando em coworking, por exemplo”, relata. A empresa, disse ela, começou com R$ 200 mil de investimento e a projeção é crescer 610% em 2017. “A Futuriste mostra como uma boa ideia pode virar um grande negócio”, avalia Aronchi.

Charles Boggiss começou sua vida como empreendedor no Havaí, para onde mudou quando era atleta de windsurfe. “Um filmava o outro na água até que um dia uma empresa quis comprar um vídeo meu por US$ 3.000 e eu pensei ‘tem um bom negócio aí’”. Hoje, sua startup UView360, fundada em 2010, é referência no país em vídeos captados em 360°. “Esse tipo de vídeo tem mais visualizações que um vídeo comum, porque as pessoas assistem mais de uma vez, para não perder nenhum detalhe”.

“Mais do que dinheiro, as startups precisam de oportunidades de negócios”, afirmou Edson Mackeenzy, head da SET Innovation Zone, pavilhão desenvolvido para dar visibilidade às startups que atuam no setor de audiovisual durante o SET EXPO. “As empresas precisam investir e acreditar na tecnologia nacional“.

Já o presidente da Abragames e CEO da Webcore Games, Fernando Chamis, tratou do mercado de jogos no Brasil e no mundo, e deu exemplos de games feitos no país que hoje fazem sucesso mundo a fora, como o Horizon Chase. “É um mercado que cresce, já há um bom tempo, 10% ao ano”, disse. Na América Latina, o Brasil é o mercado que fatura mais, embora o número ainda seja baixo, por conta do custo e da pirataria.

IoT: segurança digital é investimento que pode começar com cuidados básicos

O Brasil é o quarto país em números de ataques cibernéticos do tipo DDoS, ou de “negação distribuída de serviço”, no qual os servidores não são propriamente invadidos, mas impedidos de funcionar. O número é um bom índice para avaliar a importância da segurança para companhias de produção de conteúdo e broadcasting audiovisual, assunto explorado por especialistas durante o primeiro dia do Congresso de Tecnologia do SET EXPO 2017.

Uma das grandes portas para as ameaças são, justamente, os dispositivos conectados à internet, como smart TVs e celulares, que devem somar 20 bilhões de aparelhos até 2020, de acordo com o palestrante Leandro Valente, especialista em Segurança da Informação da TV Globo. Muitas vezes o perigo é fácil de ser evitado, já que muitos equipamentos como câmeras de segurança e roteadores de internet têm a senha padrão mantida pelos usuários. O segredo é alterar as configurações na hora da instalação. “A partir de 2016, houve um aumento significativo nos ataques a partir de IoT (internet das coisas na sigla em inglês)”, comentou Lucimara Desiderá, analista de segurança do CERT.br – Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil, mantido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil. Em um universo no qual toda obra audiovisual está disponível principalmente em mídias digitais, as companhias devem estar atentas também a seus processos internos. Nove em cada 10 empresas no país sofrem violações de cibersegurança, mostrou Tácito Leite, diretor da T-Risk. “A internet das coisas é a nova fronteira para extorsão cibernética, mas as companhias não consideram a segurança como um requisito fundamental”.

O painel moderado por Emerson Weirich, gerente-executivo de Engenharia da EBC e diretor da Regional Centro-Oeste da SET Brasil também recebeu Vinícius Brasileiro, supervisor-executivo de Segurança da Informação da TV Globo.

Fonte: Assessoria

SET Comunicação
No Comments

Post a Comment