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OTT e a experiência da TV 3.0

Painel de OTT no SET e Trinta reuniu representantes da TV Globo, Synamedia, Vecima e Gracenote. Foto: Fernando Gaio

Por Fernando Gaio, de Las Vegas

O segundo dia do SET e Trinta em Las Vegas começou com a sessão “OTT e o caminho para a unificação linear e digital”, mediada por Marcelo Guerra, Gerente de Tecnologia em Mídias Digitais na TV Globo.

Na palestra “Baixa latência em vídeo IP”, o VP de Produto e Inovação da Vecima Kyle Goodwin apresentou a estratégia da empresa frente aos novos hábitos de consumo no mercado internacional de mídia. Segundo Goodwin, com um número cada vez maior de fãs assistindo a esportes ao vivo via streaming de vídeo IP a cada ano, uma experiência de alta qualidade se tornou essencial. O fator de qualidade mais crítico para conteúdo ao vivo é a baixa latência.

Goodwin ainda destacou os problemas de latência em streaming de vídeo IP e algumas das técnicas que a Vecima oferece à próxima geração de serviços de transmissão em tempo real, o TruLive, com latência abaixo de dois segundos para a tela.

A Vecima Networks dedica-se à criação de soluções tecnológicas que capacitam os provedores de serviços de rede a conectarem pessoas e empresas à informação e o entretenimento em todo o mundo. Os produtos da empresa para a indústria de broadband permitem que os provedores de serviços tenham uma solução de baixo custo para entrega de vídeo na última milha. O negócio de armazenamento e entrega de conteúdo de vídeo da empresa, operado sob a marca Concurrent, inclui soluções e software para indústrias e clientes que se concentram em armazenar, proteger, transformar e entregar ativos de mídia de alto valor.

TV 3.0 personalizada

Grant Cover, Chefe de Mídia da Gracenote, expôs a sua perspectiva de personalização da TV na TV 3.0, reforçando a importância de incluir dados adicionais que ampliem a informação sobre uma transmissão, como as estatísticas de um jogo ou os bastidores de uma produção.

Entre os destaques da TV 3.0 estão a proliferação de conteúdo, oferecendo inúmeras escolhas para os espectadores. “Em 2018 foram apresentadas 495 conteúdos com roteiro original nos Estados Unidos”, exemplificou Grant Cover, demonstrando o caminho que está se abrindo. “As pessoas estão assistindo estes vídeos através das plataformas. Nos EUA, por exemplo, os assinantes de TV passam  sete horas por semana assistindo à TV tradicional e sete horas consumindo vídeo no smartphone”.  Os outros tópicos são a personalização da experiência do usuário, a maior oferta de opções baseadas no conhecimento profundo sobre os desejos dos espectadores e a interatividade através da voz.

Grant Cover ainda ressalta a importância da criação de uma nova experiência de TV, mais customizada, alimentada por metadados. “Operadoras de TV paga, provedores de OTT e fabricantes de dispositivos da União Europeia estão indo além dos guias de programação textuais estáticos, indo para exibições de conteúdo interativos, visualmente ricos”. Os recursos avançados de pesquisa estão quebrando barreiras entre os serviços de entretenimento e abrindo acesso aos vastos catálogos de conteúdo dos provedores. Programas de TV baseados em gênero ou sugestões de filmes estão dando lugar a recomendações altamente personalizadas baseadas nos atributos de conteúdo que atraem os espectadores.

Ruptura no setor de TV paga

Responsável pela Synamedia na América Latina, Edmar Moraes explicou as origens da empresa, nascida da divisão de vídeo da Cisco e dedicada a ajudar provedores de serviços de todo o mundo a fornecer, proteger e gerar receita com conteúdo de vídeo para que possam ganhar na nova era do entretenimento. Isso é feito com uma solução de entrega de vídeo segura de ponta a ponta. A Synamedia  tem negócios com mais de 200 dos principais operadoras de satélites DTH, cabo, telecomunicações e OTT, empresas de radiodifusão e empresas de mídia.

Segundo Moraes, as novas tecnologias permitem um número de serviços sem precedentes e agendas de implantação muito rápidas. Globalmente, o consumo de mídia está crescendo rapidamente e interrompendo as formas tradicionais de proteger, monetizar e fornecer conteúdo de vídeo e seus serviços associados. Esse novo ambiente exige que as operadoras e as empresas de mídia aproveitem os investimentos em arquitetura existentes para oferecer uma gama de ofertas aos consumidores, desde serviços básicos até serviços premium.

O executivo ainda reforçou o trabalho da empresa contra a pirataria e o encontro do equilíbrio na distribuição por IP.