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Inteligência Artificial: quebra de novos paradigmas também na Indústria de Mídia e Entretenimento

Daniela Souza, diretora de Marketing da SET. Foto: divulgação.

Pensar no óbvio e ultrapassar barreiras tecnológicas para realizá-las são os desafios diários do segmento da inteligência artificial. No NAB Show 2017, empresas surpreenderam e investiram no setor da computação cognitiva, ou seja, computadores pensantes que controlam buscas e ações de maneira ainda mais inteligente em relação ao que já vinha sendo mostrado em anos anteriores.

“Tem sido uma quebra de paradigma no NAB Show ano após ano. Apesar de o assunto já estar sendo tratado, essa feira trouxe o conceito da computação cognitiva, ou seja, o machine learning”, comenta a diretora de marketing  da SET, Daniela Souza. Para exemplificar o conceito, Daniela lembra de buscas simples em plataformas de pesquisa online (Google, Yahoo, etc).

“Você dá uma busca no Google e escreve ‘todos os animais, menos elefante’, ele vai te mostrar exatamente várias fotos de elefantes. Nesse conceito de computação cognitiva, como o Watson da IBM, você pode ensinar ao ‘robô’, pois ele opera com a linguagem natural e, por isto consegue, com as diversas correlações em sua base de aprendizado, ‘responder’ como um humano a uma pergunta, etc”.

Em algumas aplicações como o caso do Vídeo Cognitivo, o sistemas têm a capacidade de assistir a diversos vídeos, “ouvir” o áudio e, com a função de speach to text,  ele transcreve todo o áudio em texto para que o sistemas possam realizar a associação de um termo com outro. Por exemplo: cura + câncer. “Ao invés de ele te dar como resposta tudo o que encontrar sobre ‘cura’ e ‘câncer’, ele vai realizar a busca sobre ‘cura do câncer’ e te dar exatamente o ponto do vídeo, no caso de vídeo, de onde esta resposta está”, conta.

Mas o machine learning  também tem seu ponto negativo que precisa ser aprimorado. “Por exemplo, uma vez ensinaram para o Watson a reconhecer a fantasia do homem aranha e colocaram como jurado de um concurso de fantasias. Mas aí as pessoas iam só com uma peça, máscara, ou calça, do personagem e o Watson dava 90% de compatibilidade com o homem aranha, ou seja: foi um péssimo jurado”, analisa. “Hoje o Watson se comporta como uma criança de três anos. Por isso é preciso aprimorá-lo”, sinaliza Daniela.

O conteúdo da Inteligência Artificial

Na quarta-feira (26), a Ford apresentou um conceito de inteligência artificial em computadores de bordo. Intitulada “Do Flying Cars Even Have Radios?” (Carros voadores precisam de rádio?”, em livre tradução), a palestra questiona que, com a vinda do carro autônomo onde um motorista não tem que pilotar, onde o rádio se encaixa?

A discussão avançou com perguntas e respostas, principalmente das emissoras e empresas de rádio, que queriam entender o papel de seus produtos na revolução.

“É uma tendência de como a nossa indústria vai se comportar para entreter os usuários dos carros autônomos durante o trajeto percorrido. Será que vão nos mostrar notícias? Também vamos passar por uma revolução no ponto de vista da criação de conteúdo. O que vai ser criado para alimentar nosso ócio enquanto estamos num engarrafamento, por exemplo? É isso que a precisamos pensar para um futuro bem próximo”, explica Daniela.