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SET Sul 2018: Futuro das transmissões em vídeo está no IP

Tecnologia já é realidade em telefonia e áudio

As transmissões em vídeo estão em transição irreversível do padrão SDI (interface serial digital) para o IP (Internet protocol), segundo especialistas que integraram o primeiro painel do encontro regional da SET que se realiza em  Porto Alegre.

Com mediação de Norton Marcon, da diretoria de tecnologia e operações da TV e Rádios Bandeirantes e BandNews RS, a manhã , desta quarta-feira, 13 de junho debateu o futuro das transmissões e com isso, ficou claro que  a tecnologia SDI está sendo usada largamente e com sucesso, suportando os padrões SD e HD, lembrou o coordenador do Grupo de Estudos IP da SET e gerente de engenharia da EBC, José Antonio Garcia. “Mas agora se tornou inevitável a televisão não ir para o mundo do IP. A telefonia e o áudio já foram”, completou.

“Em uma infraestrutura SDI temos uma matriz que conecta todos os equipamentos. No caso do IP, isso se altera, o sistema inteiro é uma rede. Com isso, o que ocorre é uma grande simplificação na questão do cabeamento, tudo pode ser concentrado em um único cabo e que é bidirecional, com workflow dinâmico”, explicou o executivo da EBC.

Uma das principais preocupações abordadas no painel foi a latência do IP em relação ao SDI nas transmissões. Ao apresentar a tecnologia NMI (Network Media Interface) e sua norma mais recente, ST 2110, o Expert em Tecnologia da Sony Brasil, Erick Soares, afirmou que o grande desafio da produção ao vivo é garantir a entrega com baixo intervalo de tempo.

“A produção remota vem crescendo muito. Hoje, é possível trabalhar a longa distância com sinal de baixa latência, com tempo de 30 a 70 milisegundos para enviar o sinal a 5 mil quilômetros”, assegurou o executivo da Sony, chamando a atenção também para a bidirecionalidade e a possibilidade de se trabalhar com infraestrutura remota em diferentes cidades.

Executivo da Newtek, Pablo Perez Hetze apresentou a tecnologia NDI (Network Device Interface), lançada em 2015 e que, segundo ele, tem a missão de “dar voz aos contadores de histórias através de imagem de vídeo”.  “O workflow em IP é bem mais que apenas uma substituição de cabo. Todas as fontes são iguais e toda fonte é também destino”, argumentou.

IP já é realidade em maioria de operações em áudio

Enquanto a implementação do IP caminha mais devagar em novos projetos de vídeo, no mundo do áudio o protocolo é uma realidade. Além de todas as vantagens tecnológicas, o consultor técnico da Yahama Musical do Brasil, Giuliano Quiqueto, deu mais uma razão: “Em um estúdio, você tem duas ou três câmeras, mas pode ter de 30 a 40 canais de áudio. Imaginem o emaranhado de cabos para isso. Isso também justifica a utilização do IP”.

O consultor da Yamaha apresentou o padrão de interoperabilidade AES67, que padroniza os protocolos de operação. “O AES67 junta todos os protocolos que existem para intercomunicação, já que cada protocolo tem sua particularidade. Caso contrário, você teria que ser um técnico em TI, e não de áudio, para interconectar tantos equipamentos”, brincou Giuliano Quiteto.

Programação Completa do SET SUL

SERVIÇO:
Local:
Auditório da UniRitter, Porto Alegre – RS
Data: 12 e 13 de junho
Horário: 10h às 19h

Por Eduardo Miranda (Porto Alegre) e Fernando Moura (São Paulo). Fotos: Anselmo Cunha (Porto Alegre)