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SET Sudeste 2018: profissionais debatem crescimento dos e-Sports na indústria audiovisual

Dobradinha entre esporte e jogos eletrônicos será modalidade nos Jogos Olímpicos de Inverno Pequim 2022

Em um painel descontraído, profissionais entusiastas da dobradinha esportes e jogos eletrônicos deram um panorama da indústria de e-Sports que cresce a cada dia e fatura em alta velocidade ganhando mais espaços no mundo das transmissões. A dimensão da modalidade pode ser resumida pelo fato de que ela estará presente nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, em Pequim, na China.

Narrador e apresentador do Esporte Interativo, Octavio Neto contou sua experiência de ter visto a transição e o crescimento da indústria em seu ambiente de trabalho. “Há uns quatro anos, quis implantar conteúdo de games, mas tudo era muito embrionário. Hoje, temos 15 pessoas dedicadas exclusivamente a uma editoria de games no Esporte Interativo”.

A ideia do ciberesporte omo esporte propriamente dito, no entanto, ainda enfrenta a resistência de pessoas que não são adeptas dos games. O gerente de Produtos Esportivos da ESPN Brasil, Felipe Santana Felix afirmou que o conceito acabou se tornando muito elástico e saindo da esfera do puro entretenimento.

“As pessoas perguntam: é esporte de verdade? Pode não ser, mas pode ser. O videogame é encarado como esporte por muitas pessoas e já não é mais apenas um entretenimento, ele é mais uma forma de convívio social. O Brasil tem mais de 35 milhões de pessoas jogando videogame, isso é mais do que os que jogam futebol no país”, comparou Felix.

Segundo Octavio Neto algumas empresas fora do segmento já enxergam o retorno financeiro e a visibilidade diante de um público com forte potencial de crescimento. “Um dos grandes times brasileiros hoje pertence à Vivo, que não tem nada a ver com esporte. Nós mesmos já tivemos anúncios do CCAA, do Bradesco e de outras marcas”.

Já o apresentador Casimiro Miguel, do programa De Sola, do Esporte Interativo, afirmou que ainda falta movimentação de patrocinadores, como acontece na Europa, e que, enquanto isso não acontece, “oportunidades estão sendo perdidas”. “O Brasil ainda precisa de muito incentivo. Há jogadores chegando a finais de campeonatos, mas ainda sem patrocínio. Falta uma movimentação de clubes e empresas, porque retorno elas com certeza terão”.

 

Por Eduardo Miranda (Rio de Janeiro), e Fernando Moura (São Paulo)