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Mobilidade na TV Digital avança a passo firme

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Em um ano de entressafra tecnológica, os principais players da indústria audiovisual lançaram alguns upgrades das suas plataformas e soluções, apresentaram novos desenvolvimentos de produtos e tentaram explicar aos seus clientes qual é o futuro do broadcast em um mundo em transformação

por Fernando Moura, em Las Vegas

A corrida pela qualidade de captação parece estar em uma etapa de evolução e desenvolvimento. Na edição 2016 da NAB, as soluções para 4K e 8K foram, mais uma vez, as novidades, mas, as apresentações em 8K saíram do pavilhão do futuro e de alguns poucos estandes para se transformarem na principal vitrine de alguns players do mercado. Eles já focam os seus “horizontes” nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020, evento que será produzido, captado e distribuído em 8K.

2016Equipe da MediaPortal no estande da marca no Pavilhão Brasileiro muito satisfeita com a menção da Sony Internacional como parceiro tecnológico regional

Equipe da MediaPortal no estande da marca no Pavilhão Brasileiro muito satisfeita com a menção da Sony Internacional como parceiro tecnológico regional

Neste ano um dos principais protagonistas foi o ATSC 3.0 (Advanced Television System Committee) uma plataforma de TV Digital que utiliza, como os outros sistemas, um canal de 6MHz, e que traz como novidade, um sistema baseado nos protocolos MMTP (MPEG Multimedia Transport Protocol) e ROUTE (Real-Time Object Delivery over Unidirectional Transport), que são encapsulados em pacotes UDP/IP (User Datagram Protocol/Internet Protocol), o que o difere do MPEG-2 Transport Stream (usado no ISDB-T/TB, DVB-T e o próprio ATSC 1.0).
O novo sistema permite ter redes heterogêneas que une os canais de televisão (broadcast) e os serviços de telecomunicações (broadband), e ainda, a transmissão de dados com uma taxa de transferência de 0,83 até 57 Mbps.

A edição 2016 da feira contou com a presença de 103.012 visitantes, vindos de 187 países, que vivenciaram uma exposição com 1874 empresas, numa área de 99.000 metros quadrados. Dos mais de 100 mil visitantes, 26.893 chegaram aos Estados Unidos exclusivamente para participar do maior evento de broadcast do mundo. Esses dados consolidam o crescimento do interesse do público pela feira e reforçam a tendência de mantenimento das expectativas dos participantes que viajam a NAB cada ano.
ed159_pag10_3Dennis Wharton, Vice-Presidente Executivo de Comunicações da National Broadcasting Association (NAB) afirmou que o evento “demonstrou novamente o seu poder de convocatória atraindo profissionais de todo o mundo, lançando produtos inovadores e conectando-se com os principais agentes de mídia, entretenimento e tecnologia. Estamos entusiasmados com as enormes respostas dos participantes e expositores, e estamos muito satisfeitos que a NABShow continue a ser um evento imperdível para os criadores e os distribuidores de conteúdo de todo o planeta”.

Sony HDC-4800 com capacidade de captação 4K 8x Slow
Como tem acontecido nos últimos anos, a coletiva de imprensa internacional da Sony na NAB Show revela tendências do mercado. Em 2016, a empresa japonesa voltou a expor a sua experiência com as tecnologias e os workflows em 4K e mostrou a sua nova geração de discos ópticos que, mais uma vez, indica o que a companhia vislumbra para o futuro: a segunda geração de ODA (Optical Disc Archive Tecnology) da Sony “poderá ter até 100 anos de vida útil”, mencionou Hiroshi Kiriyawa, gerente geral Sênior da Sony Corporation. A MediaPortal foi a única empresa brasileira destacada na coletiva como partner tecnológico da Sony no desenvolvimento de soluções regionais para produtos ODA.

A apresentação da HDC-4800 agitou a mídia mundial. A câmera capta em HDR para 4K com 4K 8x Slow

A apresentação da HDC-4800 agitou a mídia mundial. A câmera capta em HDR para 4K com 4K 8x Slow

Outra empresa brasileira mencionada na coletiva dos japoneses foi a Globo. A pedido da Sony, Raymundo Barros, CTO da emissora, produziu um vídeo no qual descreveu a primeira unidade móvel totalmente IP 4K do mundo, que será utilizada nos Jogos Olímpicos Rio 2016 (marcados para o mês de agosto, na capital fluminense). O material foi exibido aos jornalistas presentes.
Outra empresa brasileira mencionada na coletiva dos japoneses foi a Globo. A pedido da Sony, Raymundo Barros, CTO da emissora, produziu um vídeo no qual descreveu a primeira unidade móvel totalmente IP 4K do mundo, que será utilizada nos Jogos Olímpicos Rio 2016 (marcados para o mês de agosto, na capital fluminense). O material foi exibido aos jornalistas presentes.
A empresa afirmou a importância da tecnologia com HDR pensando nas produções 4K para serviços de OTT. Expôs, além disso, avanços para a sua linha de monitores 4K HDR e indicou como os monitores com tecnologia OLED “são importantes no desenvolvimento do workflow 4k”.ed159_pag10_5
A câmera HDC-4800, apresentada na NAB 2016, é um novo sistema de captação que suporta HDR para 4K com 4K 8x Slow. Esta nova tecnologia está associada à câmera HDC-4300, apresentada em 2015 e, agora, desenvolvida segundo as recomendações dos clientes. O novo sistema HDC-4800 trabalha em 4K-HDR e pode ser utilizado como câmera Slow de até 8x.
Especialmente desenhada para eventos ao vivo, trabalha com um Sensor 35 mm com Frame Image Scan e WCS (Wide Color Space) suportando espectro de cor BT2020. Entre os principais diferencias do equipamento estão a câmera lenta 8x (480p/400p) e, se captar em HD, a possibilidade de alcançar imagens em até 16x @1080p/720p/1080i, gravando de forma simultânea 4K/480p, ou 8 horas em HD/960p.Sobre a Unidade Móvel IP 4K, a Revista da SET conversou com Flávio Vilarinho, supervisor Executivo de Projetos da Globo que participou do Seminário Sony Brasil em Las Vegas. Ele explicou como foi construida a primeira unidade móvel 4K IP do mundo, a “TV Globo 4K IP OBVan”.ed159_pag10_6

 “Começamos em maio de 2014 para poder trocar a UM07 que estava ficando obsoleta. Assim, construída a unidade móvel em Ohio esperando que chegasse ao Brasil em abril de 2015. Em setembro de 2015, no IBC, fechamos o projeto. Desde março de 2016 estamos em fase de experimentação e prevemos colocar em marcha para o 4K no campeonato brasileiro em maio de 2016”.
A unidade “tem 12 metros de comprimento com 21 posições, pode operar 21 câmeras com fibra óptica híbrida. Ela pode fazer duas transmissões ao mesmo tempo fazendo transmissões em 4K ou em HD em conjunto ou separadamente, dando-nos flexibilidade. Para produzir os dois eventos ao mesmo tempo, a unidade conta com dois switchers que permitirão trabalhar com os dois PGMs em simultâneo”, comentou Vilarinho. Para realizar este tipo de produção, afirmou o executivo, “precisávamos ter sincronismo entre o corte 4K e SDI, e isso se conseguiu com um trabalho de NMI e SDI que nos permite trabalhar com dois sinais ao mesmo tempo, sem problemas de sincronismo. Isso é importante porque mostrou como os profissionais broadcast precisam cada vez mais mergulhar no mundo IP na realidade das emissoras e como estes precisam trabalhar as duas situações e mundos”.
Flávio Vilarinho (Globo) afirmou que a unidade móvel IP 4K da Globo tem 12 metros de comprimento, e suporta até 21 posições de câmera, podendo realizar duas transmissões em simultâneo, uma em HD e outra em 4K

Flávio Vilarinho (Globo) afirmou que a unidade móvel IP 4K da Globo tem 12 metros de comprimento, e suporta até 21 posições de câmera, podendo realizar duas transmissões em simultâneo, uma em HD e outra em 4K

Mundo IP

A Grass Valley, empresa do grupo Belden, chegou a Las Vegas com foco total nas tecnologias IP e nos impactos da transição do SDI ao IP na indústria de broadcast. A linha i – uma completa plataforma de integração IP – foi o destaque da companhia.
Marco Lopez, Presidente da Grass Valley, afirmou que a mudança está a caminho e está transformando a indústria com novas tecnologias e novas formas de consumo de conteúdos, e para isso é preciso novas formas de distribuição. “Este é o momento da transição. Da mudança”, e, nesse ponto, a Grass Valley “tem soluções em toda a cadeia produtiva audiovisual para avançar neste momento de transição”.
“Em 2015 investimos mais de 68 milhões, desenvolvemos 21 novas estratégias de mercados e avançamos na mudança, uma mudança que se acelera dia a dia e que até 2020 mudará toda a cadeia produtiva da indústria” afirmando que mudaram os tempos. “As mudanças em 1972 sucediam em mais de três décadas, hoje temos etapas de 4 anos”.

“Nossa oferta passa por um workflow HD/4K/HDR, baseado no Glass-to-Glass IP, a Media Digital e a sua segurança cibernética na distribuição de conteúdo em plataformas VOD, que é uma coisa que tem de se começar a discutir no mercado audiovisual”, afirmou o executivo em Las Vegas.

O stand da Ericsson, um dos maiores da NAB 2016, mostrou que a indústria avança a passos largos para processos completamente virtualizados. Em destaque a solução da marca de Immersive TV, solução para conteúdos em Ultra Alta Definição (UHD) com HDR

O stand da Ericsson, um dos maiores da NAB 2016, mostrou que a indústria avança a passos largos para processos completamente virtualizados. Em destaque a solução da marca de Immersive TV, solução para conteúdos em Ultra Alta Definição (UHD) com HDR

Lopez argumentou, ainda, que o futuro passa por “produções IP que sejam trabalhadas em Data Centers com interfaces nativas IP que possuam a tecnologia necessária para seu desenvolvimento e sejam ágeis e flexíveis. Os Data Centers devem ter pouca latência, ser programáveis e verticais, e devem ter acesso de muitos canais de forma simultânea”, complementou.
O vice-presidente da Grass Valley na América Latina, Leonel da Luz, disse à Revista da SET que um dos destaques de exibição da marca foi o GV Node, uma plataforma de Data Center para broadcasting com processador A/V IP, distribuição de routing integrando e reduzindo processos e baixando a complexidade e os custos. Ele explicou, ainda, que estes processos já não dependem da distribuição, mas sim do processo em si, porque a solução integrada com a distribuição é facilmente escalável. Para isso, a Grass Valley se associou à Cisco.

A Realidade Virtual (VR) tomou conta dos pavilhões da NAB

A Realidade Virtual (VR) tomou conta dos pavilhões da NAB

Da Luz disse que, para 2016, a empresa garantiu aos seus clientes uma plataforma de produção end-to-end em 4K, e avança para a solução GV Production que minimiza o tempo de produção das emissoras. O executivo destacou, por fim, a câmera LDX 86N Series, um dispositivo 4K nativo com HDR Plus nativo, e o GV Korona, um switcher compacto. A primeira é uma evolução da linha de câmeras LDX 86, que permite aos usuários capturarem imagens em 4K nativo sem comprometer a performance das imagens em aplicações 3G/HD. Construída para operar em 2/3’’, a solução desenvolvida pela empresa possibilita uma resolução UHD em 16:9, utilizando lentes sem cropping ou efeitos de zoom.

O 8K cada vez mais desenvolvido, e a indústria trabalhando nesta direção, tanto que já foram apresentadas telas que suportam esta tecnologia

O 8K cada vez mais desenvolvido, e a indústria trabalhando nesta direção, tanto que já foram apresentadas telas que suportam esta tecnologia

A nova câmera capta três gerações de imagens nativas em 4K mediante o Sensor XensiumHAWK CMOS, que suportam resolução total nativa 3840×2160 4K e oferecem uma tecnologia de pixel único chamada DPMUltra (Dynamic Pixel Management), permitindo que forneçam captação nativa HD de 1920×1080, sem as desvantagens intrínsecas de aquisição 4K, tais como fechamento do obturador e sensibilidade diminuída.Importante ressaltar que a Grass Valley afirma trabalhar em conjunto com a Sony para determinar um padrão comum na indústria para a utilização das redes IP e na promoção do padrão HDR, “porque trabalhamos juntos para o futuro da indústria e do HDR como padrão definido”, concluiu Leonel da Luz.

Rio 2016 em destaque
A EVS anunciou, na NAB 2016, a inauguração de um novo prédio na cidade de Liege, na Bélgica, onde integrou tecnologia e suporte ao consumidor, avançando cada vez mais no mercado e constituindo-se uma das grandes marcas. Outro dos destaques da feira foi a apresentação oficial de Alfredo Cabrera, que assumiu como VP de Vendas para América Latina da companhia com o objetivo de consolidar a empresa na região.
Em coletiva de imprensa, Muriel De Lathouwer, CEO de EVS, afirmou à Revista da SET que a empresa continua apostando na produção de eventos ao vivo e que os Jogos Olímpicos Rio 2016 serão muito importantes.
Muriel anunciou que a EVS continua desenvolvendo tecnologias para a produção 4K e a produção ao vivo. “Se bem o foco é ao vivo, como estamos em transição, o sistema IP 4 Live que torna possível as transmissões “Live” sem ter que se recorrer à compra de todo o aparato tecnológico, será um dos principais eixos de trabalho em 2016 porque é necessário dar um suporte aos nossos clientes na sua transição para o IP”, por isso, reafirmou, a empresa faz parte da AIMS (Aliança para soluções de Media IP).
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ed159_pag10_14Referindo-se ao Brasil, e aos grandes eventos esportivos do ano, a executiva lembrou que a companhia terá destaque na transmissão da Euro2016, na França, e nos Jogos Olímpicos Rio 2016, em que será utilizado o servidor XT3 Channel Max, cujo principal objetivo é ter mais canais em super slow motion, e funcionar em uma plataforma nativo 4K e 1080p. Ainda foi apresentado o Multireview, um sistema que será utilizado no Brasil e pode ser utilizado até com 40 câmeras.

Alfredo Cabrera, novo VP de Vendas para América Latina da EVS e Muriel De Lathouwer, CEO de companhia na coletiva de imprensa da multinacional

Alfredo Cabrera, novo VP de Vendas para América Latina da EVS e Muriel De Lathouwer, CEO de companhia na coletiva de imprensa da multinacional

A empresa anunciou a parceria com a Host Broadcast Services (HBS) – empresa da FIFA TV – para a “The Broadcast Academy”, que terá como principal objetivo formar profissionais que trabalhem nos grandes eventos esportivos, como os mundiais de futebol da FIFA. “Esta é a oportunidade de aprender, inovar e criar novos profissionais que trabalhem no mercado”, finalizou Muriel.

A EVS não foi a única empresa a apresentar soluções escaláveis e flexíveis ao mercado. A Riedel informou à Revista da SET que trabalha no desenvolvimento de uma Unidade Móvel 4K que estará presente nos Jogos Olímpicos Rio 2016 que tem como base a matriz MediorNET descentralizada que permitirá controlar uma unidade de produção com mais de 40 câmeras e que pode, segundo explicou Fabiano Botoni, diretor de vendas internacionais de Riedel para América do Sul, trabalhar como uma única OBVan ou como duas, já que “são duas que podem ser integradas em apenas uma, permitindo maior capacidade de captação, corte e repetições”.
Botoni afirmou que a principal vantagem desse tipo de unidades é que “cada MediorNET é uma única matriz de distribuição, mas que pode ser integrada a outras”, gerando maior fluxo, maior flexibilidade e, sobretudo, redução de espaço nas unidades móveis. “Nosso objetivo é mostrar que é possível reduzir o número de portas de uma matriz e desta forma torná-la mais eficiente e escalável, tanto que até podemos tornar a produção remota”.

Riedel desembarcou em Las Vegas com o objetivo de criar uma disrupção no mercado. Na foto, Fabiano Botoni (diretor de vendas internacionais de Riedel para América do Sul) junto ao que a empresa afirma ser a “velha matriz de produção de vídeo, uma matriz que precisa ser descentralizada e permita distribuir sinais de forma flexível e escalável

Riedel desembarcou em Las Vegas com o objetivo de criar uma disrupção no mercado. Na foto, Fabiano Botoni (diretor de vendas internacionais de Riedel para América do Sul) junto ao que a empresa afirma ser a “velha matriz de produção de vídeo, uma matriz que precisa ser descentralizada e permita distribuir sinais de forma flexível e escalável

O destaque da marca na NAB 2016 foi a rede de distribuição MicroN, que possui alta densidade e integra o fluxo de conteúdos em tempo real gerado pelo MediorNet. “O MicroN pode ser utilizado para criar um sistema de routing (roteamento) descentralizado que distribui os sinais e elimina qualquer ponto de falha dentro do Medior-Net”, afirmou Botoni. A rede trabalha, ainda, de forma standalone em até dois equipamentos em uma mesma rede para conexão ponto a ponto.
Em uma única unidade de rack, o MicroN pode oferecer interface para múltiplos sinais de áudio, vídeo e dados. Conta com 12 entradas e saídas SDI, 2 portos ópticos MADI, 1 porto Ethernet, um de configuração e outro para realização de sincronização tanto na entrada como na saída, suportando vídeo de alta velocidade de até 10G, sinais de vídeo 3G, áudio MADI e Ethernet.

O executivo disse à reportagem da Revista da SET que o objetivo da empresa é avançar com soluções de hardware cada vez mais básicas, que possam ser escaláveis e flexíveis pelas suas soluções de software. Por exemplo, “um painel de intercomunicação pode transformar-se com o MicroN em um roteador. O Hardware sempre existirá, mas a diferença é que com o software permitimos que o cliente melhore o trabalho e as condições de utilização da aplicação, já que, no geral, o hardware é ativado por uma solução de software”.

Edição em São Paulo, Gabriel Cortez

Fernando Carlos Moura é professor do curso de Jornalismo da Escola de Comunicação e Educação da Universidade Anhembi Morumbi (UAM)

Avid Everywhere inclui novos parceiros

A empresa anunciou a integração do Adobe Premiere à plataforma Media Central e às novas soluções para grafismo desenvolvidas após a fusão com a Orad.ed159_pag10_18

Louis Hernandez, CEO da Avid, fez um balanço dos primeiros três anos do Avid Connect em Las Vegas, dois dias antes do começo da NAB 2016, e ressaltou o crescimento da marca. “O que começou como um sonho transformou-se numa realidade” em um mundo de profundas transformações, no qual a mudança é impreterível para continuar o desenvolvimento audiovisual.
“A plataforma global é a real transformação da indústria”, e isso foi possível pela “Avid Costumer Association”, com Pro Tools, Media Composer, Inews Interplayer e ISI juntos, em uma mesmo ecossistema, e a Media Central Plataform possibilitando uma plataforma global na nuvem que trabalha na “individual Astris, Creative Team e Media Enterprise”.ed159_pag10_19
Tudo isso, disse Hernandez, pensando na junção de “mercado, suites de artistas, e suite de estúdios – com a inclusão real da ORAD na plataforma de Avid” gerando no ano mais de 200 mil novos usuários de Avid no mundo e o desenvolvimento de mais de 2100 Asset Management para usuários. Para isso, o CEO da Avid mostrou alguns exemplos, entre eles, a TVNZ (TV pública da Nova Zelândia) onde foi implantado um newsroom completo, e falou da Televisa do México, onde foi implantada uma plataforma para a produção de telenovelas com um sistema de Disaster Recovery “para evitar que nunca mais a produção de telenovelas pare”.
Hernandez destacou, ainda, o sucesso das soluções apresentadas em 2015, como por exemplo, a ISIS e a Venue SL6 e como ela foi implantada em diversas emissoras e produtoras de conteúdos no mundo.
A Avid destacou o conceito colaborativo na nuvem do novo Pro Tools 15 e mostrou como já é possível ter video chat dentro da própria plataforma e ouvir, por exemplo, a George Harris ao vivo de sua casa na Inglaterra.
Para 2016, disse o CEO de Avid, “é preciso estar preparado para as transições e estamos em um momento de profundas transições”, por isso um dos destaques da marca é “a possibilidade de integração da criação, distribuição, eficiência e maximização do valor investido (Asset Value)”, transformando tudo para a Era do Broadband que gerou” novas formas e oportunidades na distribuição e visualização dos conteúdos produzidos” para as quais é preciso pensar em “plataformas para hoje e para os próximos anos” porque “esse é a grande mudança, a mudança do consumo”.
O futuro, na opinião de Hernández, passa por plataformas colaborativas com capacidade de interconexão e interação, para um ecossistema que permita a interação e conectividade através do MediaCentral/UX e o Connectivity Toolkit para facilitar o trabalho dos usuários da plataforma. E dentro do MediaCentral mostrou junto de empresas parceiras soluções tecnológicas que podem ser integradas à plataforma para, por exemplo, soluções de newsroom, ou a inclusão do Adobe Premier ned159_pag10_20a plataforma.

Finalmente, pela primeira vez no Avid Connect após a compra da Orad, Hernandez mostrou a integração com a empresa e as novas funcionalidades que a companhia terá com a fusão entrando no mundo do grafismo, cenários virtuais e soluções para transmissões esportivas com a apresentação de novas soluções, entre elas o Avid 4Designer, o Avid Spark, o Avid Maestro para integrar plataformas no MediaCentral; o Avid PlayMaker para re-petições em vídeo HD e 4K, e capacidade de playout de imagens em super slow motion.Apresentou, ainda, o Avid Nexis, um “Media-savy Colla-boration, a nova geração em storages inteligentes. O primeiro e específico storage para a indústria audiovisual, pensado e desenvolvido para trabalhar de forma colaborativa”, finalizou o CEO de Avid.

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